FEM/CUT inicia discussões da Data-Base 2020

Foto: Adonis Guerra

Os Metalúrgicos do ABC participaram da plenária estatutária com representantes dos 14 sindicatos que compõem a FEM/CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT) para definir e aprovar as propostas de pauta da Data-Base 2020. A plenária foi realizada no sábado, dia 30 de maio, e contou com 133 delegados e delegadas, que utilizaram uma plataforma online para manter o isolamento social.

O presidente da FEM/CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, ressaltou que a votação eletrônica foi inédita na entidade para seguir os protocolos da OMS (Organização Mundial da Saúde) e evitar a disseminação da Covid-19.

“A votação contou com mais de 80% de participação dos sindicalistas ligados à Federação, o que dá legitimidade à pauta. Todo o processo de discussão da Data-Base está planejado para acontecer em ambiente eletrônico, resguardando a pauta principal deste ano que é a preservação da vida e da saúde”, explicou.

“A defesa da vida vem em primeiro lugar e depois temos o grande desafio que é a manutenção dos empregos e da renda. Entendemos a situação que o país e o mundo passam, mas o momento em que se discute aumento salarial é também o momento de lutar e assegurar todas as nossas conquistas e direitos”, defendeu.

O tema da Campanha Salarial deste ano é “[email protected]! Tamo junto pela vida, emprego e renda”. Os eixos são: por melhores condições de saúde e segurança; por melhores condições sanitárias e de higiene; aumento salarial; pela manutenção de todos os direitos; pela nacionalização de componentes, máquinas e equipamentos.

Luizão destacou que todos os protocolos de saúde, segurança, higiene e limpeza precisam ser mudados para evitar a disseminação do vírus.

“Novos protocolos de saúde e segurança devem ser definidos, não só nos ambientes metalúrgicos, mas em todos os locais comuns. Também devemos ter todo o controle nos casos em que algumas empresas reduzem a jornada dos trabalhadores, mas querem aumentar a velocidade das linhas de produção, fazendo com que haja mais riscos de acidentes”, afirmou.

Outro eixo é a defesa urgente de um projeto de reindustrialização do país. “Com a pandemia, assistimos a dependência do Brasil de produtos e máquinas feitos na China. O nosso país tem indústria e capacidade para produzir insumos médicos, respiradores e outros itens aqui. O que falta é uma política de governo para que haja a nacionalização de componentes, peças, máquinas e equipamentos, não só para o combate à pandemia, mas também para a indústria como um todo”, disse.

A partir da aprovação na plenária da FEM/CUT, os sindicatos vão realizar assembleias para apreciação das pautas nas respectivas bases até o dia 14 de junho. As pautas estão previstas para serem entregues aos representantes patronais no dia 25.