GM se interessa em participar de um Salão do Automóvel mais pé no chão

Um salão mais simples, sem grandes investimentos em atrações para os estandes e com foco no carro, suas tecnologias e no consumidor. Desta forma Santiago Chamorro, presidente da General Motors América do Sul, acredita ser viável a participação da Chevrolet, terceira marca mais vendida no mercado brasileiro, na mostra – que pode, ou não, vir a ser chamar Salão do Automóvel.

O assunto está em discussão há alguns anos e começa a ganhar mais corpo, após sua realização ser cobrada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A nova formatação do evento é a discussão do momento nas mesas de reuniões das empresas e da Anfavea. A associação que representa as fabricantes, segundo apurou a reportagem, busca apoio também das associadas da Abeifa, dentre elas as marcas chinesas. Nada ainda está decidido, sequer se o evento sairá do campo das conversas.

Chamorro falou sobre a sua expectativa a respeito do evento reformulado: “Na minha visão não cabe mais um Salão como foi no passado, uma competição de quem tinha o melhor estande, de quem trazia as maiores atrações. Isto acabou, ficou no passado. Para termos de novo um salão precisamos focar no consumidor”. De acordo com a AutoEsporte o salão teria estandes padronizados e proibição de ações com custos elevados, como shows com artistas famosos.

A ideia também é que seja permitida a venda de veículos no Anhembi, ou no local onde for montado o Salão, bem como a realização de test drives. Nestas condições, segundo Chamorro, a GM considera participar do evento. O presidente concorda, também, que um salão é importante para aproximar o público das marcas e, inclusive, ajudar a explicar as tecnologias, especialmente neste momento de transição energética em que muitos brasileiros sequer sabem a diferença de híbrido para elétrico. Além de ajudar a manter a cultura do automóvel na população.

Da AutoData