Híbridos precisam ajudar Peugeot a rugir mais alto no Brasil
No acumulado até julho, marca ocupa a 17ª colocação no ranking de automóveis e comerciais leves
A Stellantis anunciou os Peugeot 208 e 2008 como seus próximos automóveis híbridos-flex no mercado brasileiro. A dupla será apresentada na semana que vem e adotará a tecnologia que estreou nos Fiat Pulse e Fastback, desenvolvida e produzida em Betim, MG. Batizado de Bio-Hybrid, o sistema MHEV, híbrido-leve, dispõe de pequeno motor elétrico que substitui alternador e motor de arranque, gera 4 cv e 1 kgfm de torque. Não move o veículo, apenas auxilia o motor flex em acelerações e esforços maiores, o que contribui para reduzir consumo e emissões.
Mas, para além de seguir a tendência de eletrificação e dar mais “fôlego” aos dois modelos trazidos da Argentina, a tecnologia também é mais uma tentativa para a Peugeot recuperar participação no Brasil, há bom tempo em baixa. A atual e restrita linha de produtos reúne três utilitários e somente os dois carros argentinos. O quinteto somou apenas 13,6 mil licenciamentos de janeiro a julho, modesto 1% do mercado total.
No acumulado dos mesmos meses de 2024, a Peugeot havia vendido 14,7 mil veículos, 8% a mais e, importante, então sem a oferta do SUV, lançado em agosto. Não se trata de desempenho comercial saudável para uma marca generalista e rede que congrega ao redor de 160 concessionárias. Conta bastante simplista indica que cada uma delas, na média, vendeu 85 veículos nos primeiros sete meses de 2025 ou 12 unidades por mês.
A hibridização pode ser fato relevante e argumento técnico capaz de atrair mais negócios para o 208 e 2008, veículos novos, que têm opção de motor turbo, desenho atualizado, nível de equipamentos e acabamentos condizentes com as faixas de mercado que disputam, mas que seguem patinando nas vendas. No país vizinho, a Peugeot vive realidade absolutamente distinta. Lá a marca é a quinta mais vendida, com 33,6 mil unidades no acumulado do ano, quase três vezes mais do que no Brasil, e participação de 9,1%.
Do AutoIndústria