Histórias do DST

Há quase dez anos uma história se repetiu, com três trabalhadores diferentes.

Foto: Divulgação

Tinham muito em comum: 10 anos de empresa, zero faltas, doença dos ombros. E dois deles, também da coluna.

Todos os três tinham a mesma atitude: como tinham experiência e um pouco do controle do tempo de tarefa, faziam pausas, aceleravam e freavam, faziam de tudo para não serem notados. E também não tratavam, nem afastavam.

Era final de ano e os três passaram no mesmo processo seletivo de uma montadora. Saindo de três diferentes empresas de Diadema, iam passar para uma empresa maior, melhor salário, melhores benefícios.

Ah, mas aí a montadora pode barrar no exame admissional, diria o leitor. Mas não foi o que aconteceu: exames dentro da normalidade, capacidade física também, foram todos aprovados.

Mas quando começou a experiência não aguentaram o primeiro mês. As dores, antes minimizadas com uma pausa aqui, um remedinho ali, se tornaram fortes. Fortes a ponto de ir ao ambulatório, de não conseguir executar a tarefa. Não tinha jeito: a montadora era organizada, oferecia condições de trabalho, mas o trabalho, além de pesado, agora tinha seu controle de tempo feito pela linha, não mais pelo trabalhador.

Os três trabalhadores, experientes, carteira limpa, não aguentaram o período de experiência em uma montadora. Se tivessem feito algum tratamento, talvez esta história pudesse ser diferente. Muitos não gostam de se consultar com médico, eu inclusive, mas há épocas da vida que não temos que fazer só o que gostamos, mas sim o que temos de fazer. Cuide de sua saúde, só você pode fazê-lo.

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Departamento de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente