Hyundai é processada por usar trabalho infantil

Subsidiária da Hyundai é acusada de fazer uma garota de 13 anos trabalhar por até 60 horas semanais no Alabama

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos está processando a Hyundai no tribunal federal para impedir a empresa de usar trabalho infantil ilegal em sua cadeia de abastecimento no estado do Alabama. As informações são do Washington Post. No processo, o órgão alega que a montadora coreana é responsável por repetidas violações de trabalho infantil que ocorreram em um de seus fornecedores de peças automotivas em Luverne, Alabama.

A companhia é a SMART Alabama, que a Hyundai detinha uma participação majoritária. A empresa sofre acusações de fazer uma jovem garota de 13 anos trabalhar por até 60 horas semanais. O trabalho desta jovem envolvia a operação de máquinas que moldam chapas metálicas que eram então usadas para fabricar carros em uma fábrica da Hyundai. O caso é significativo porque é a primeira vez que a agência processa uma grande companhia por alegadas violações de trabalho infantil em outra empresa que faça parte de seu conglomerado.

O processo decorre de uma investigação do Departamento do Trabalho e de um relatório separado da Reuters de 2022. O documento na época revelou o uso extenso e ilegal de crianças trabalhadoras migrantes em fornecedores da Hyundai no Alabama em 2021 e 2022. A garota de 13 anos que trabalhou por até 60 horas semanais no Alabama ao invés de frequentar a escola teve essa rotina por pelo menos seis meses entre 2021 e 2022.  A agência alega na denúncia que também descobriu outros menores trabalhando nas instalações.

O Olhar Digital pediu um posicionamento para a Hyundai do Brasil. Em nota a empresa afirmou o seguinte: ““A Hyundai, como empresa global, não compactua com o uso de trabalho infantil ou qualquer violação de leis trabalhistas nos mercados em que atua. A subsidiária da empresa nos Estados Unidos está colaborando com todas as investigações e irá se defender das acusações apontadas no decorrer do processo judicial”.

Do Olhar Digital