Importação de carros chineses cresce 61% e a de argentinos cai 30%

Presidente da Anfavea destaca movimento inverso e chama a atenção para estoque de 172 dias de modelos estrangeiros

O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou movimento inverso entre China e Argentina ao falar das importações de veículos dos dois países neste início de ano. Enquanto as compras no país asiático evoluíram relevantes 61,5%, com 16,8 mil unidades em janeiro deste ano contra apenas 10,4 mil no mesmo mês de 2025, as compras no país vizinho recuaram 30,7%, baixando de 19,4 mil para 13,4 mil unidades no mesmo comparativo.

Ou seja, foi reforçado o movimento iniciado no ano passado de a China liderar as vendas de carros no mercado brasileiro, em detrimento do seu mais tradicional parceiro, a Argentina, que mantém acordo de livre comércio, sem pagamento de imposto de importação.

Houve aumento das compras de carros mexicanos, da ordem de 7,7%, de 2,6 mil para 2,8 mil unidades. Segundo balanço divulgado pela Anfavea na sexta-feira, 6, as vendas de importados em geral sofreram retração de 3,3% em janeiro, com 38 mil unidades este ano e 39,3 mil no mesmo mês do ano passado. O mercado como um todo de automóveis e comerciais leves evoluiu 1,8%.

Ainda no contexto dos importados, Calvet divulgou volume de estoque, que incluindo nacionais e importados passou de 351,9 mil para 359,4 mil unidades, equivalentes a 57 dias de produção/vendas. O elevado estoque de importados, principalmente os vindos da China, pode provocar distorções no mercado, com eventual redução de preços e, consequentemente, perda de lucratividade nas operações locais.

Do AutoIndústria