Impunidade no campo: Chacina de Unaí completa três anos
Familiares, amigos, auditores fiscais e trabalhadores realizaram no último domingo um ato de protesto contra a impunidade dos mandantes da Chacina de Unaí, como ficou conhecido o brutal assassinato de três auditores fiscais e do motorista do Ministério do Trabalho que investigavam denúncias de trabalho escravo na região.
A manifestação ocorreu no local do crime, em Unaí, e exigiu o julgamento dos nove acusados de envolvimento na chacina que ganhou repercussão nacional e internacional. Mesmo assim, já se passaram mais de dois anos desde que a Justiça Federal decidiu levar a júri popular os acusados, o que não aconteceu até agora.
Entre os réus estão os irmãos Mânica, que pertencem a uma das mais ricas famílias de plantadores de feijão do Brasil. O principal suspeito de ser mandante do crime, Antério Mânica, foi eleito prefeito de Unaí depois da chacina e tem direito a foro privilegiado.
Atualmente, o processo está no Tribunal Regional Federal, mas sua apreciação tem sido adiada por sucessivos recursos apresentados pelos irmãos.