´IPCA fechará 2013 com alta entre 5% e 5,5%´, prevê Barbosa

 

A entrada da safra agrícola e a não ocorrência de choques deve levar a inflação para baixo neste segundo trimestre e durante o resto do ano, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Em sua previsão, o IPCA encerrará 2013 com alta entre 5% e 5,5%.

Para Barbosa, os choques que elevaram o índice oficial de inflação desde meados do ano passado começam a ser revertidos. Ele se refere principalmente à alta dos preços das commodities agrícolas no mercado internacional e no Brasil, causada por quebra de safras em 2012, e à elevação dos preços de alguns alimentos in natura no mercado interno. A partir do segundo semestre, a desaceleração do IPCA deve ficar mais clara, disse. “Trabalhamos para que a inflação convirja para o centro da meta num prazo adequado”, disse Barbosa. “A inflação é uma variável importante, que nos preocupa”.

Quanto ao cenário atual, de baixo crescimento e aumento da inflação, o secretário-executivo da Fazenda, disse que a previsão do governo é de um avanço da economia, a cerca de 3,5% neste ano, com desaceleração dos preços. “Não há contradição entre acelerar crescimento e prever inflação para baixo em 2013”, afirmou.

Outro fator de pode manter a inflação sob controle é a elevação de produtividade, na visão do secretário. “No curto prazo, a elevação do crescimento vai gerar aumento de produtividade, porque em 2012 mesmo com cenário adverso as empresas preferiram não demitir. Neste ano a produção vai subir sem aumento correspondente de contratações, a expectativa é que a produtividade suba”, afirmou.

O aumento de juros também deve ajudar. “Mesmo que a inflação não esteja diretamente relacionada à demanda é preciso agir para combater os efeitos secundários. Para que a elevação não seja permanente e contamine expectativas. Acho que é nesse sentido que o BC iniciou elevação das taxas juros. Mas quem fala sobre isso é o BC”, disse.

 

Do Valor Econômico