Mercedes-Benz vai acelerar a descarbonização com o incentivo do Mover
A Mercedes-Benz, uma das primeiras empresas a ser habilitada no programa nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), avalia como importante a nova política industrial para estimular a engenharia a desenvolver tecnologias mais avançadas e, assim, ter veículos mais seguros, eficientes e que ofereçam contribuição maior à descarbonização.
No período de 2018 a 2022, a Mercedes-Benz investiu R$ 2,4 bilhões no Brasil para a modernização das fábricas de caminhões e chassis de ônibus de São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG), implantando o conceito de indústria 4.0, além do desenvolvimento de novos produtos e tecnologias em serviços e conectividade. Agora a empresa está trabalhando de forma intensa e vai utilizar os incentivos da nova política industrial para acelerar a descarbonização, com foco na eletrificação.
Em sua meta para contribuir com a redução de emissões, a Mercedes-Benz segue as estratégias da Daimler de acelerar a descarbonização no mundo e trabalha no Brasil com duas tecnologias: eletrificação e células de combustível. “Para aplicação urbana, a eletrificação é a tecnologia mais apropriada, embora ainda tenha desafios em relação à infraestrutura, ao aumento de escala – porque os veículos elétricos são mais caros que o modelo a combustão – e em apoiar aos clientes no financiamento”, disse Luiz Carlos Moraes, diretor de comunicação e relações institucionais da Mercedes-Benz do Brasil.
Na avaliação de Moraes o setor automotivo estava caminhando bem com o Inovar Auto em vigor de 2013 a 2017 que concedeu apoio para a pesquisa e a engenharia e ajudou as empresas a fazer avanços importantes. E o Rota 2030, aprovado para o período de 2018 a 2022, também incentivou a pesquisa e o desenvolvimento, mas com menos recurso por parte do governo. “O Mover dará um empurrão ainda maior à indústria e talvez seja a melhor política industrial que já tivemos até então no setor automotivo, pois volta a apoiar de forma intensa a pesquisa e desenvolvimento e a engenharia, para novas tecnologias, para a busca de eficiência energética para a segurança e no caso dos veículos leves inclui a reciclabilidade.”
Do Transporte Moderno