Montadoras esperam que Move Brasil destrave o mercado de caminhões
Após assistirem à queda livre no faturamento de pedidos de caminhões ao longo do ano passado, especialmente a partir do segundo trimestre, reflexo da persistente e elevada taxa Selic aos 15% ao ano, os fabricantes de veículos comerciais receberam um alento do governo federal, que consideram fundamental para destravar o mercado. Embora datado em seis meses o Move Brasil oferece crédito a juros menores, de 11,8% para frotistas e 12,7% para autônomos.
A linha de financiamento que totaliza R$ 10 bilhões, concede carência de seis meses e até cinco anos para pagar. Balanço divulgado pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, no domingo, 8, apontou que no primeiro mês de vigência do Move Brasil foram concedidos empréstimos que totalizam R$ 1,9 bilhão, ou seja, 19% do total, para a aquisição de 1,7 mil caminhões novos e seminovos.
A reportagem da Agência AutoData consultou as montadoras de caminhões a fim de obter um balanço e impressões iniciais. Juntas, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Scania e Iveco contabilizaram, até o momento, quase novecentos contratos, com valores que superam R$ 550 milhões. Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, avaliou que o governo compreendeu o esfriamento da demanda e respondeu com a iniciativa.
Alckmin sinalizou a intenção de prorrogar o Move Brasil. O vice-presidente da VW Caminhões e Ônibus, Ricardo Alouche, lembrou que, como a iniciativa foi aprovada por meio de medida provisória, tem até 120 dias para ser aprovada pelo Congresso para continuar vigente. Significa que até o início de maio precisa ser votada.
Da AutoData