Montadoras podem entrar de vez no segmento de serviços

Em 2011, quando as vendas de veículos atingiram o recorde histórico no Brasil com mais de 3,6 milhões de unidades, as vendas diretas dos automóveis representavam 23,0% do total, quando a montadora negocia diretamente com grandes clientes como frotistas, locadoras e pessoas com deficiência, principalmente.

Foto: Divulgação

Desde então, as vendas diretas vêm ocupando espaço no mercado brasileiro, fechando 2019 com participação de 45,7%, e ficando até setembro de 2020 com 43,7%.

Para a Fenabrave, a redução das vendas no varejo explica esse movimento. Contudo, algumas questões precisam ser consideradas, como os preços elevados, já que os veículos ditos “populares” partem de R$ 40 mil no Brasil!

Por outro lado, as locadoras têm descontos de até 30% na compra direta da montadora; a explosão dos aplicativos, já que cerca de 400 mil motoristas de aplicativos não são donos dos veículos; novas formas de mobilidade como o compartilhamento de veículos, tendência que já chegou em cidades brasileiras como São Paulo, Guarulhos e Barueri.

Diante deste cenário, as montadoras sinalizam que podem entrar com força no lucrativo mercado do aluguel de veículos. No ano passado, a Toyota lançou o seu programa Toyota Mobility Services, onde o cliente pode alugar qualquer veículo da marca por dias ou apenas algumas horas. No começo do mês, a Ford Camaçari anunciou que vai suspender suas vendas para locadoras, alegando baixa lucratividade. Todos estão se perguntando se a Ford prefere perder mercado a vender seus veículos para locadoras, mas não será surpresa se ela anunciar em breve a sua própria plataforma de aluguel, como já faz nos Estados Unidos. Mudanças certamente virão nesse cenário!

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