Mulheres trabalham mais e recebem menos: desigualdades persistem no mercado de trabalho

Comente este artigo. Envie um e-mail para sumetabc@dieese.org.br

Foto: Adonis Guerra

Neste 8 de março, a desigualdade de gênero permanece como uma barreira crítica, da inserção à ascensão profissional. Além da jornada regular, mulheres dedicam significativamente mais horas aos afazeres domésticos e ao cuidado com dependentes. Mesmo com a busca constante por qualificação, o abismo salarial persiste.
Dados do quarto trimestre de 2025 da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) revelam que as mulheres recebem, em média, 21% a menos que os homens. O cenário é ainda mais drástico no nível superior, onde a diferença atinge 35%. Para combater esse quadro, a Lei de Igualdade Salarial (Lei 14.611/2023) trouxe o Relatório de Transparência Salarial para empresas com mais de 100 funcionários, facilitando a fiscalização contra a discriminação.
A legislação também joga luz sobre o recorte racial: mulheres negras, que representam 28% da população, enfrentam dupla exclusão. Elas possuem a maior taxa de desocupação (7,5%), bem acima da média nacional de 5,1%. Na base do Sindicato, a realidade se repete: mulheres em jornadas de até 40h ganham 19% a menos; acima de 41h, a desvantagem sobe para 25%.
A luta por equidade, melhores condições e reconhecimento é um compromisso do movimento sindical e da sociedade. É urgente fortalecer a mobilização social e as políticas públicas para que a igualdade deixe de ser uma meta e se torne realidade.

Subseção do Dieese