Não é hora de baixar a guarda

Apesar do discurso do presidente da República e de alguns governadores e prefeitos de controle e estabilização da Covid-19, não é hora, ainda, de relaxar os cuidados.

Foto: Adonis Guerra

A tal imunidade de rebanho, baseada no “todo mundo vai pegar”, “é só uma gripezinha”, segue com altos números diários de novos casos e com 90% da população do planeta ainda suscetível ao vírus.

Com essa percepção e com cada vez mais conhecimento sobre os efeitos, os sintomas e as complicações pós-doença, nada justifica o relaxamento das medidas restritivas.

O quadro de complicações, conhecido como síndrome pós-Covid-19, ainda é objeto de estudo e está associado a distúrbios do sistema nervoso central, provocando sintomas como fadiga, fraqueza muscular nas pernas e nas costas, dificuldades na respiração, dores pelo corpo e déficits cognitivos, que podem persistir por semanas ou meses.

Essa síndrome pode levar à incapacidade em realizar atividades simples associadas à indisposição, falta de energia e cansaço que chegam a comprometer a rotina diária, a capacidade de trabalhar e o lazer. Além disso, podem surgir outros problemas como doenças coronarianas, neurológicas e endocrinológicas.

Os Serviços Nacionais de Saúde da Inglaterra estimam que, entre os pacientes que foram hospitalizados devido ao Sars-CoV-2, 45% necessitarão de cuidados mesmo em casa, 4% precisarão de algum tipo de reabilitação (como fisioterapia pulmonar) e 1% terá de receber tratamento médico para o resto da vida. Além disso, o primeiro caso de reinfecção pela covid-19 foi confirmado na segunda-feira, dia 24.

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Departamento de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente