Negociações emperram!

Montadoras: nova proposta é inaceitável
Sindipeças: só a inflação, nada de real
Grupo 9: entregue aviso de greve

Reunião de Mobilização sexta-feira, às 18h. Assembléia sábado, às 10h.

Assim não dá!

Na proposta apresentada ontem, as montadoras ofereceram reposição salarial pela inflação até o teto de R$ 5.300,00, aplicada sobre o salário de 1º de novembro. (O teto na proposta anterior era R$ 5 mil). Salários acima teriam um fixo, resultado do índice de inflação multiplicado pelo teto.

Para compensar a diferença de setembro e outubro, haveria um abono de 20% a ser pago em setembro. (O abono na proposta anterior era de 15%).

Para os salários acima do teto, abono fixo de R$ 1.060,00. O piso passaria para R$ 920,00.

“A proposta é inaceitável”, reagiu o presidente do Sindicato José Lopez Feijóo. Segundo ele, sem aumento real e com imposição de teto não há acordo. “Assim não dá. As questões sociais estão quase fechadas mas nas econômicas não houve avanço”.

Novas rodadas de negociação acontecem amanhã e sexta-feira.

É pra derrubar o teto

O presidente do Sindicato alertou que a mobilização para um bom acordo é de todos.

Mas chamou a atenção dos companheiros com salários acima do teto. “A atenção desse pessoal deve ser redobrada e a mobilização muito maior”, sugeriu Feijóo.

Ontem foi dia de assembléias demoradas em setores mensalistas na Ford, ação que se repetirá em outras montadoras. “É preciso um empurrão maior para derrubar o teto”, enfatizou Feijóo .

Sem avanço no Sindipeças

Também não houve avanço na negociação realizada ontem com o Sindipeças.

“O problema é que eles só ofereceram a inflação como reajuste salarial”, disse Adi dos Santos Lima, presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT).

A proposta sequer foi levada em consideração. “Achamos a reposição um direito adquirido, por isso a recusamos”, prosseguiu o presidente da FEM-CUT.

“Sem aumento real não tem conversa. Amanhã voltamos a nos reunir e espero que os patrões façam uma proposta satisfatória”, destacou.

G. 9 recebe aviso de greve

Depois da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT) ter entregue ontem o aviso de greve ao Grupo 9, os patrões decidiram reabrir as negociações.

Mesmo assim, segundo Adi, as mobilizações preparadas serão mantidas, especialmente nas regiões do Estado que concentram mais fábricas no setor.

Esquenta mobilização na categoria

Assembléia conjunta realizada ontem reunindo cerca de 700 companheiros de sete empresas de Diadema reafirmou a disposição de luta caso os patrões não apresentem uma boa proposta de acordo para ser votada na assembléia deste sábado.

O ato envolveu o pessoal na Injecta, Termicon, Agathon, Terbrás, TRC, Magnus Peças e Darka, empresas dos Grupos 9, 5 e Fundição.

Quando o presidente do Sindicato, perguntou quem faria greve caso houvesse necessidade, a votação pelo sim foi unânime.

“Os patrões que se cuidem, pois queremos acordo até o final do mês”, avisou Feijóo.