No Uruguai, diretor do Sindicato participa da posse do presidente e se reúne com organizações sindicais
Em conversa com o Plenário Intersindical de Trabalhadores, dirigente destacou apoio ao fortalecimento dos laços regionais para enfrentar os desafios globais

O diretor administrativo do Sindicato e diretor do Instituto Lula, Wellington Messias Damasceno, esteve no Uruguai, no dia 1º de março, para acompanhar a posse do novo presidente daquele país, Yamandú Orsi. Orsi integra a Frente Ampla, coalizão de esquerda e centro-esquerda que venceu as eleições no final de novembro. A cerimônia contou inclusive com a presença do presidente Lula.
A propósito da visita, Wellington se reuniu com o PIT-CNT (Plenário Intersindical de Trabalhadores – Convenção Nacional de Trabalhadores, do Uruguai) e outras organizações sindicais. Em entrevista ao site PIT-CNT, o dirigente expressou apoio ao fortalecimento dos laços regionais, tanto em nível político quanto sindical, para enfrentar os desafios globais. “A integração regional é fundamental para melhorar a competitividade do setor industrial”, afirmou.
Durante a conversa, Wellington também destacou os novos programas do governo federal para alavancar a indústria brasileira e lembrou que essas medidas estão alinhadas à “neoindustrialização”, baseada na descarbonização, nas novas tecnologias e na economia verde.
“Com a eleição do presidente Lula, tivemos novas oportunidades de intervir no processo político e de ampliar medidas de desenvolvimento produtivo. Um exemplo é o programa Nova Indústria Brasil, que visa reativar o setor industrial. No setor automotivo, temos também o programa MOVER (Mobilidade Verde e Inovação), que busca promover uma indústria mais sustentável”, explicou.
Wellington destacou dois desafios principais: atrair novas indústrias e estabelecer critérios claros para medir o impacto da política industrial. “A economia melhorou e o emprego cresceu, mas precisamos nos concentrar em atrair novas indústrias em vez de simplesmente importar produtos”, observou. Nesse sentido, ressaltou que considera essencial que o desenvolvimento industrial esteja alinhado à “descarbonização, ao trabalho decente e à distribuição equitativa de benefícios”.