Nossa luta transforma! Metalúrgicos do ABC vão às urnas no primeiro turno

Com 164 representantes no primeiro turno, a jornada continua em abril. No chão de fábrica, a categoria prova que a organização é referência global. O foco é claro: garantir direitos, reduzir a jornada sem redução salarial, contra o feminicídio e transição geracional

Os Metalúrgicos do ABC atravessam um daqueles marcos temporais que definem não apenas o destino de uma categoria, mas o termômetro da democracia brasileira. Com o encerramento das votações do primeiro turno nesta quarta-feira (4), a entidade reafirma sua posição como uma das instituições mais sólidas do país. Ao dar início à escolha de sua 24ª diretoria para o próximo triênio, o Sindicato não apenas preserva sua memória de mais de seis décadas, mas projeta o futuro ao consolidar um modelo de organização que é referência global em mobilização.

Este pleito ocorre em um cenário de profundas transformações, exigindo uma visão que equilibre a experiência histórica com o vigor das novas gerações. A força do ABC paulista sempre residiu na sua capacidade de ser um celeiro de lideranças. Nomes que moldaram a face do Brasil contemporâneo, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Vicentinho, Luiz Marinho e tantos outros que se sucederam até a gestão de Moisés Selerges, são provas de que a entidade nunca foi um projeto personalista, mas uma construção democrática contínua. É essa engrenagem de transição que permite à categoria avançar, adaptando-se aos novos tempos sem perder a essência da luta de classes.

Pautas que definem o amanhã
Nesse contexto de renovação, a agenda que se apresenta para a próxima gestão é robusta e urgente. No topo das prioridades, o Sindicato levanta a bandeira da justiça no tempo de trabalho: a luta pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução de salário. São pautas que tocam no cerne da dignidade humana, buscando devolver aos trabalhadores o direito ao convívio familiar e à saúde mental.

Além da luta econômica, a atuação dos Metalúrgicos do ABC também se volta para as feridas no tecido social. A entidade assume a responsabilidade ética de combater o feminicídio e a violência contra a mulher. O recado é direto: não podemos conviver com uma sociedade machista em que a violência faça vítimas em todo o país. Não há espaço para o ódio; o compromisso é com a construção de uma cultura de paz, onde a divergência de ideias conviva com a harmonia e o respeito pleno.

Próximo passo
A primeira etapa desta caminhada será concluída hoje após a apuração das 83 urnas que elegerão os 164 representantes, mas a jornada continua: nos dias 14 e 15 de abril, o segundo turno definirá o presidente e os Conselhos da Executiva e Fiscal.

Ao eleger sua nova direção, o Sindicato reafirma que a mobilização é um processo contínuo, movido pela convicção de que a união da classe trabalhadora é a ferramenta mais poderosa para construir uma sociedade justa. A 24ª diretoria herdará um legado de glórias e a missão de seguir escrevendo a história, pois é no chão de fábrica e na unidade da categoria que provamos, dia após dia, que a nossa luta transforma!

Diretoria dos Metalúrgicos do ABC