“Nossas conquistas só são possíveis em uma sociedade democrática”

“O nosso ato de hoje é a defesa do País que a maioria dos brasileiros escolheu em outubro do ano passado. É o País dos direitos que nem que a ‘vaca tussa’ iremos perder. É o ato dos que defendem a soberania do Brasil no mundo globalizado. Daqueles que defendem o combate implacável à corrupção. A Petrobras é um exemplo de País soberano e sempre foi atacada por isso, desde a sua criação, e hoje temos que voltar a defendê­-la. Puna-se quem cometeu os desvarios, mas a empresa não.

As empresas no Brasil também têm um papel social de gerar emprego e riqueza. Ajudar as comunidades locais no seu entor­no. Temos vários exemplos disso aqui no ABC, os metalúrgicos sabem destas intensas ações sociais nas comunidades. Portanto, as empresas têm um papel social e a Petrobras talvez seja a maior entre essas companhias que assumem esta responsabilidade.

No ato de hoje, defenderemos a intensificação da organiza­ção da sociedade brasileira que está cobrando transparência e exigindo ser ouvida.

Esse ato de hoje simboliza isso, a defesa de um Brasil que continue crescendo e gerando oportunidades para os trabalha­dores e para as camadas mais vulneráveis da sociedade.

É com esse espírito de luta que chamamos os metalúrgicos e convocamos a categoria. Com esse espírito que desperta a consciência solidária e coletiva da nossa categoria.

Não há entre os que estarão hoje no Dia Nacional de Luta, por todo o Brasil, quem defenda o retrocesso. Ninguém defen­derá o retrocesso à democracia, o retrocesso nos direitos dos trabalhadores.

Ninguém neste dia 13 apoia projetos de precarização do trabalho, que estão para ser votados no Congresso Nacional.

Ao contrário, os trabalhadores do Brasil lutarão hoje como lutaram ontem e sempre em defesa da democracia. Temos consciência de que nossas conquistas só são possíveis em uma sociedade democrática”.

Rafael Marques

Presidente do Sindicato

“Estou na luta com o Sindicato e a CUT para defender que a Participação de Lucros e Resultados e o 13º salário não sejam taxados pelo Leão e, com isso, mais dinheiro fique no bolso do trabalhador. No caso do 13º, o valor recebido não pode ser somado à renda tributada, portanto não deveria ser taxado. Nosso movimento não é pró, nem contra o gover­no, e sim pela classe trabalhadora.” Alexandre de Freitas, Ferramentaria, na Volks

“Acompanho pela Tribuna a luta do Sindicato em mesas de negociações com o governo e sinto na pele o quão importante é o Sistema de Proteção ao Emprego e a Renovação de Frota no País. Ter um mecanismo para salvar os empregos em momentos que a produção estiver em baixa contabiliza menos prejuízos a todos.” Luiz Gustavo Bissoli, Motor, na Mercedes

“Venham, companheiros, levantar nossas bandeiras a favor dos nossos direitos. A Renovação da Frota de Cami­nhões, por exemplo, é a opor­tunidade para a diminuição de congestionamentos, redução das emissões de gases do efei­to estufa e também promove estímulo para a produção de caminhões, que emprega os trabalhadores nas montadoras e em toda a cadeia do setor. Hoje a Avenida Paulista é nossa!” Donizete Damazio, Cabinas 2, na Scania

“Eu vou às ruas porque a ampliação ao crédito permiti­rá que o mercado de veículos cresça, a produção se sustente e o emprego e a renda dos trabalhadores, principalmente na cadeia do setor automotivo, sejam mantidos. O destrava­mento do crédito proporciona o avanço na economia e a con­tribuição para o crescimento de todo o País.” Edilson Be­gado dos Santos, Pintura, na Dura Automotive

 “Estamos mobilizados e prontos para ir às ruas de todo o País defender a democracia e os interesses da classe trabalhadora. Para combatermos a corrupção, temos de lutar pela Reforma Política e acabar com o financiamento empresarial das campanhas eleitorais. Só assim colocaremos o País na rota do crescimento econômico com inclusão social e ampliação de direitos.” Valdir Feijóo, Eletricista, na Ford

“Hoje a luta também é contra as medidas provisórias 664 e 665. Essas alterações representam dificuldade ao acesso a direitos básicos em momentos de maior necessidade, como o caso do seguro-desemprego, a redução de pensão por morte e no auxílio-doença. Se o governo quer combater fraudes, deve aprimorar a fiscalização e não o trabalhador pagar essa conta.” Maria Cleia Holanda, Montagem, na TRW

“Os metalúrgicos do ABC são contra oportunistas que usam a conduta criminosa de funcionários de alto escalão da Petrobras para privatizar a empresa. Isso prejudica os negócios, a credibilidade e a cotação na Bolsa de Valores. Informações divulgadas de maneira manipulada também atingem a honra de todos os trabalhadores na estatal. Não vamos permitir isso.” Clóvis Sevarolli, DPA, na Mahle Metal Leve

Mobilizações pelo País no Dia Nacional de Luta

Maceio (AL)

9h – Na Praça Sinimbu

Manaus (AM)

15h – Na Praça da Polícia

Macapá (AP)

8h – Na Praça da Bandeira; às 10h – Caminhada até a Praça do Forte

Salvador (BA)

7h – Em frente ao prédio da Petrobras; às 15h – Ato em Largo Campo Grande

Fortaleza (CE)

8h – Na Praça da Imprensa e caminhada até a Assembleia Legislativa

Brasília (DF)

17h – Na Rodoviária

Vitória (ES)

16h30 – Em frente a Universidade Federal do Espírito Santo, a UFES

Goiânia (GO)

10h – No Coreto da Praça Cívica

São Luís (MA)

7h – Na Praça Deodoro; às 15h – Na Praça João Lisboa

Belo Horizonte (MG)

16h – Na Praça Afonso Arinos

Campo Grande (MS)

9h – Na Praça do Rádio

Belém (PA)

15h – Na Praça da República

João Pessoa (PB)

15h – Em frente ao Cassino da Lagoa

Recife (PE)

7h – No Parque 13 de Maio

Teresina (PI)

15h – Na Praça da Liberdade

Curitiba (PR)

17h – Na Praça Santos Andrade

Rio de Janeiro (RJ)

15h – Na Cinelândia

Natal (RN)

16h – Em frente a Catedral

Florianópolis (SC)

14h – Em frente a Catedral

Aracaju (SE)

9h – Praça Carmerino

São Paulo (SP)

16h – Na Av. Paulista, 901 (em frente à Petrobras) e caminhada até a Praça da República

Palmas (TO)

15h30 – No Posto do Trevo 2

 

MANIFESTO

13 DE MARÇO

DIA NACIONAL DE LUTA EM DEFESA:

CONTRA O RETROCESSO!

– Do Programa de Proteção ao Emprego

– Da Renovação da Frota de Caminhões

– Da Ampliação do Crédito

– Dos Direitos da Classe Trabalhadora

– Da Petrobras

– Da Democracia

– Da Reforma Política

– Da Correção da Tabela do I.R.

Um dos maiores desafios dos movimentos sindical e social hoje é defender, de forma unificada e organizada, o projeto de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, justiça e inclusão social. É defender uma Nação mais justa para todos.

Programa Nacional de Proteção ao Emprego

O PPE é similar ao sistema adotado pela Alemanha desde o fim dos anos 1950. Ele prevê que em tempos de crise os trabalhadores possam ter redução de carga horária sem serem demitidos e continuem vinculados à empresa, recebendo seus salários. Pelo modelo, a jornada de trabalho seria reduzida e o governo arcaria com o valor equivalente às horas reduzidas. A diferença seria bancada pelas empresas. Os percentuais que caberão a cada parte ainda estão sendo analisados e a parcela do governo viria do FAT, o Fundo de Amparo ao Trabalhador, com a reacomodação do seguro-desem­prego.

Programa Nacional de Renovação da Frota de Caminhões

O Programa prevê retirar de circulação caminhões com mais de 30 anos, reduzindo a idade gradativamente em dez anos, com a reciclagem de aproximadamente 30 mil veículos ao ano. A primeira etapa do programa será destinada à modernização da frota de caminhões. Os caminhões antigos representam 7% da frota – cerca de 200 mil veículos. Além de emitir menos poluentes, os caminhões novos também consomem 10% menos diesel em comparação com os antigos que consomem 28% a mais de óleo diesel em distâncias de até 800 km e 35% acima de 6 mil km.

Destravamento do Crédito para Consumo

A proposta amplia a liberação de crédito, principalmente para aquisi­ção de veículos. Os benefícios são a manutenção das medidas de incentivo ao crédito, criadas pelo governo federal no último período; a ampliação das liberações de compulsórios vinculados à disponibilização de crédito para compra de veículos; criação de incentivos a diferentes modalidades de cré­dito automotivo, tais como consórcio, leasing, consignado automotivo, entre outros.

Defender os Direitos da Classe Trabalhadora

As MPs 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro-desemprego, ao abo­no salarial, pensão por morte e auxílio-doença são ataques a direitos conquista­dos pela classe trabalhadora.

Se o governo quer combater fraudes, deve aprimorar a fiscalização; se quer combater a alta taxa de rotatividade, que taxe as empresas onde os índices de demissão imotivada são mais altos do que as empresas do setor; e que ratifique a Convenção 158 da OIT.

Lutaremos também contra o PL 4330, que libera a terceirização ilimitada às empresas, aumentando o subemprego, reduzindo os salários e colocando em risco a vida dos trabalhadores.

Defender a Petrobras

Defender a Petrobras é defender a empresa que mais investe no Brasil – mais de R$ 300 milhões por dia – e representa 13% do PIB Nacional. É proteger mais e melhores empregos e avanços tecnológicos.

É defender uma nação mais justa e igualitária, com um projeto de desen­volvimento do Brasil, com mais investimentos em saúde, educação, geração de empregos, investimentos em tecnologia e formação profissional.

Defender a Petrobras vai a favor da punição de funcionários de alto esca­lão envolvidos em atos de corrupção. Exigimos que todos os denunciados sejam investigados e, comprovados os crimes, sejam punidos com os rigores da lei.

Defender a Democracia – Defender Reforma Política

Fomos às ruas para acabar com a ditadura militar e conquistar a redemo­cratização do País. Democracia pressupõe direito e respeito às decisões do povo, em especial aos resultados eleitorais.

Para combater a corrupção, temos de fazer a Reforma Política e acabar com o financiamento empresarial das campanhas eleitorais. A democracia deve representar o povo.

No dia 13 de março, as bases mobilizadas devem mostrar a força dos mo­vimentos sindical e social. Só assim colocaremos o Brasil na rota de crescimen­to econômico com inclusão social, ampliação de direitos e aprofundamento de nossa democracia.

NÃO ACEITAREMOS RETROCESSO!

CUT – Central Única dos Trabalhadores

FUP – Federação Única dos Petroleiros

CTB – Central dos Trabalhadores do Brasil

UGT – União Geral dos Trabalhadores

NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores

CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

UNE – União Nacional dos Estudantes

MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

CMP – Central dos Movimentos Populares

MAB – Movimento de Atingidos por Barragem

LEVANTE Popular da Juventude

FAF – Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar

MNPR – Movimento Nacional das Populações de Rua

FDE – Fora do Eixo MÍDIA Ninja

MMM – Marcha Mundial das Mulheres

MANIFESTO EM http://migre.me/oYHzJ

 

Da Redação