Nota de Repúdio aos ataques na Venezuela
A história tem mostrado que intervenções militares externas geram sofrimento, instabilidade social e violação de direitos humanos — efeitos destes que repudiamo enfaticamente.
A direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC vem a público repudiar com veemência os ataques militares e explosões ocorridos em Caracas e em outras regiões da Venezuela, bem como as graves ofensivas militares dos Estados Unidos contra o território venezuelano, que atinge tanto alvos civis quanto militares e que configura uma violação flagrante da soberania nacional e do direito internacional.

Reiteramos nosso total apoio ao princípio da soberania dos povos e das nações, conforme consagrado na Carta das Nações Unidas, que assegura o direito inalienável de cada país de decidir seu próprio destino político, econômico e social, sem ingerência ou agressão externa, especialmente quando motivadas por interesses econômicos e estratégicos ligados à exploração de riquezas naturais, como o petróleo.
Qualquer ação militar unilateral que viole esses princípios, sob o pretexto de segurança ou estabilidade, mas que na prática atenda a interesses econômicos e geopolíticos, é inaceitável e põe em risco a paz, a estabilidade regional e a vida das populações civis.
Destacamos que a soberania da Venezuela, assim como de qualquer outro país, não pode ser relativizada ou atacada sob pretextos geopolíticos, econômicos ou estratégicos. A história tem mostrado que intervenções militares externas geram sofrimento, instabilidade social e violação de direitos humanos — efeitos destes que repudiamo enfaticamente.
Manifestamos nossa solidariedade ao povo venezuelano, ao governo da República Bolivariana e às suas instituições em face dessa crise, e conclama a comunidade internacional a exigir o respeito à soberania, à integridade territorial e à autodeterminação dos povos. Fazemos também um chamado urgente por soluções pacíficas, respeito ao direito internacional e intensificação do diálogo diplomático, em oposição a qualquer ação militar que agrave ainda mais a situação.
Reafirmamos que o respeito mútuo entre as nações, a não intervenção e a cooperação internacional são pilares indispensáveis para a construção de um mundo mais justo, democrático e solidário.