Novas tarifas de Trump invertem a situação das autopeças brasileiras

Novamente uma decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inverteu o cenário do setor exportador de autopeças brasileiro. Ao aplicar uma sobretaxa de 10 pontos porcentuais linear à maior parte dos produtos importados, em resposta à decisão da Suprema Corte de considerar ilegal o tarifaço que vem promovendo desde o início de seu governo, Trump acabou com a taxa de 50 pontos porcentuais que incidia sobre as peças para veículos pesados produzidas no Brasil desde julho.

Agora sobre este grupo de produtos incide os 10 pontos, informou o Sindipeças ao ser consultado pela Agência AutoData. São 10 pontos que se acumulam às tarifas originais, que na maior parte dos casos é de 2,5%. Mas, curiosamente, as exceções desta época passaram a ter taxa maior: as peças para veículos leves incluídas na Seção 232 seguem com os 25 pontos porcentuais. Não houve alteração, garantiu a entidade.

Os 10% que começaram a vigorar no começo da semana podem subir para 15% nos próximos dias, pois foi esta a declaração de Trump na semana passada. Tudo pode mudar a qualquer momento diante da instabilidade. Os 15 pontos são o máximo permitido pela imposição do poder executivo estadunidense, mas precisa ser ratificado pelo Congresso. Elas vigoram, em tese, até 24 de julho.

A justificativa de Trump para as tarifas atuais é “enfrentar desequilíbrios na balança de pagamento”. Anteriormente, na ação considerada ilegal pela Suprema Corte, a causa era a segurança nacional. As tarifas prejudicaram o comércio de autopeças com os Estados Unidos: as exportações para lá, segundo maior cliente brasileiro, caíram 12,8% no ano passado, para US$ 1,2 bilhão. O país é superavitário: as importações de lá somaram US$ 2,5 bilhões, alta de 9,6%.

Da AutoData