Números mostram uma guerra invisível

Os sindicatos, governo e entidades sociais estão realizando uma extensa programação para denunciar e pedir o fim dos acidentes e doenças do trabalho, que matam cerca de 3.000 trabalhadores brasileiros todo ano.

São exposições, audiência pública, peças de teatro e exibição de filmes que lembram o dia 28 de abril, instituído como o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

As consequências dos acidentes e doenças no trabalho apontam para uma guerra invisível. No Brasil, cerca de 300 mil trabalhadores se acidentam todo ano, e 3.000 morrem, uma média de uma morte a cada duas horas de trabalho.

População paga a conta – Em 2004, dados da Dataprev mostram a ocorrência de 7.405 amputações de mãos entre os 23 milhões de segurados no Seguro de Acidentes do Trabalho.

A Previdência Social gasta cerca de R$ 33 bilhões todo ano com benefícios por incapacidade temporária ou permanente.

As empresas resistem em investir na prevenção e a conta pelas consequências dessa irresponsabilidade é paga por toda a sociedade.

A Organização Internacional do Trabalho estima que a cada ano acontecem 270 milhões de acidentes do trabalho, além de mais 160 milhões de casos de doenças ocupacionais. Dos trabalhadores mortos, 22 mil são crianças.

Debate amanhã no Sindicato

Para lembrar a data, nosso Sindicato convidou a doutora Margarida Barreto para debater assédio moral e suas consequências. O evento vai acontecer amanhã, às 18h, no Centro de Formação Celso Daniel.

Na sexta-feira acontece ato público nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo a partir das 13h.