O BRASIL À DERIVA E O DESAFIO DA SUSTENTABILIDADE

Foto: Divulgação

O projeto de destruição das conquistas do povo brasileiro, colocado em prática desde o golpe de 2016 e agravado pelo atual governo, não tem limites e atinge o meio ambiente de forma devastadora como as chamas que destroem o nosso Pantanal, um dos ecossistemas de maior diversidade do planeta.

Todas essas destruições vão na contracorrente de um modelo de desenvolvimento sustentável que incorpore as dimensões econômica, social e ambiental e que garanta às futuras gerações as condições para uma vida saudável no planeta, usufruindo dos seus recursos de maneira responsável e solidária. As três dimensões estão estreitamente relacionadas e são alvos de destruição do atual modelo de política econômica colocado em prática em nosso país, como foi mostrado na Tribuna de ontem.

Os jornais divulgaram ontem a triste notícia que a fome voltou a crescer no Brasil atingindo 10,284 milhões de pessoas desde meados de 2017 a meados de 2018, o que corresponde a 5% da população brasileira, dados que devem ter sido agravados com a pandemia. Não há nada que torne mais claro a insustentabilidade de um modelo de desenvolvimento do que a sua incapacidade de prover a população de condições mínimas de existência como o direito à segurança alimentar.  

É urgente revertermos essa lógica econômica predatória que privilegia o lucro fácil e imediato às custas da grande maioria do povo brasileiro que a cada dia se vê expropriado dos seus direitos de cidadania e das condições mínimas de sobrevivência.

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