O emprego no governo Lula é maior

De janeiro de 2003 a maio de 2005 houve a criação de 2,9 milhões de vagas no mercado formal.

Este resultado correspondeu à diferença entre os 26,3 milhões de trabalhadores admitidos e os 23,4 milhões de desligados no período.

Com isso, foi de 101.361 a média mensal líquida de criação de postos de trabalho nos 29 primeiros meses de gestão do presidente Lula.

Esta média mensal é bem superior à média mensal da segunda gestão do governo FHC (1999-2002), que foi de apenas 37.814 postos de trabalho criados.

Os números fazem parte de levantamento realizado pela subseção Dieese-CUT Nacional sobre a evolução do emprego na gestão do presidente Lula. A fonte de dados é o Caged do Ministério do Trabalho, o mais amplo cadastro de movimentação de admissões e de demissões no Brasil.

Ele cobre tanto as áreas urbanas quanto as rurais e é montado a partir das informações que as empresas são obrigadas a fornecer periodicamente ao Ministério do Trabalho.

O cadastro, porém, é restrito ao emprego com carteira assinada, não captando o chamado setor informal da economia.

Renda

Observando-se os dados por faixa de remuneração, verifica-se que a geração de postos de trabalho, na gestão Lula até o momento, localizou-se sobretudo nas faixas de remuneração mais baixas.

A grande concentração da geração de empregos se deu no intervalo entre 1 e 1,5 salários mínimos (67% do saldo de 2,9 milhões).

Na faixa de remuneração superior a três salários mínimos houve, porém, redução de 726 mil postos de trabalho no período.

Subseções Dieese CUT Nacional e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC