O ministro mentiroso no inferno da inflação

Era uma vez um senhor que costumava operar com especulação financeira. Ao longo da vida, acumulou sua fortuna, mas um belo dia aceitou comandar a equipe econômica de uma grande nação. Seria a sua hora de devolver um pouco do tanto que juntou?

Foto: Divulgação

Logo se revelou que ele não sabia o que e como fazer. O crescimento prometido nunca aparecia, mas aquela grande nação enfrentaria mais um grande problema: o dinheiro perdia e perdia seu valor, dia após dia.

Na contramão deste fato e dotado de sorte extraordinária, o dito cujo senhor tinha parte da sua fortuna aplicada num paraíso fiscal, o que lhe rendia ainda mais dinheiro sem que precisasse produzir um único alfinete ou criar um único emprego. Já nos corredores dos supermercados, o povo daquela grande nação não podia mais comprar o básico.

Essa é a realidade perversa em que se encontra a economia brasileira, eis o retrato de como a principal autoridade econômica do país lida com a disparada dos preços. E, ao mesmo tempo que o Ministério da Economia revisa sua previsão da inflação em 2022, subindo de 6,5% para 7,9%, o dito cujo ministro diz sem qualquer pudor que “o Brasil já saiu do inferno da inflação”. Mas nas feiras livres, supermercados e postos de combustível, seguimos vivendo nesse inferno, que o próprio ministro da Economia alimenta com a sua óbvia incapacidade.

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