O pistoleiro não é o único criminoso

“A presença de pistoleiros em fazendas com trabalho escravo garante a permanência dos trabalhadores na condição de presos sem receber remuneração”. A afirmação é do Coordenador da Pastoral da Terra (CPT) em Xinguara, no Sul do Pará, Frei Henry des Roziers, advogado de líderes sindicais rurais ameaçados de morte.

Para ele, não é só a presença do pistoleiro que caracteriza e permite a permanência do trabalho escravo no Sul do Pará. “Existem os fazendeiros reincidentes no trabalho escravo. Eles são infratores e criminosos”, denúncia Frei Henry. Ele comenta que a reincidência é grande, apesar da fiscalização do Ministério do Trabalho.

“Tudo bem que já conseguimos ver fazendeiro preso, mas eles ficam presos por pouco tempo,” desabafa.