O Setor Automotivo em 2021
Em função da falta de semicondutores que resultou na parada de diversas fábricas, a produção nacional cresceu abaixo do esperado. A crise dos semicondutores custou ao Brasil cerca de 350 mil carros a menos em 2021, segundo estimativas da consultoria Auto Forecast Solutions (AFS).

A produção total de autoveículos somou 2,2 milhões de unidades, com alta de 11,6%, e bem longe da produção recorde de 3,7 milhões em 2013. O destaque positivo foi a produção de caminhões, que alcançou um volume de 158,8 mil unidades, com alta de 75%.
Já as vendas totalizaram 2,1 milhões de unidades, com alta de 3% em relação ao ano anterior. As exportações totais somaram 376,4 mil unidades, aumento de 16%, muito distante das 766 mil unidades exportadas em 2017. A GM foi a montadora mais impactada, perdeu a liderança no ranking do mercado brasileiro e caiu para terceira colocação, atrás de Fiat e VW.
Outro efeito da diminuição da oferta de veículos novos foi a explosão dos preços.
Levantamento da consultoria KKB mostra que os valores dos carros lançados como modelo 2022 subiram 18%, quase o dobro da inflação; já os modelos 2021 tiveram reajuste médio de 9,0%. No caso dos veículos usados, os preços dispararam bem acima do IPCA: na média, subiram 17% para veículos seminovos com até 3 anos e 22,5% para os carros entre 4 e 10 anos.
Vale ressaltar ainda o desempenho dos eletrificados. Confirmando a robustez de crescimento ano a ano, as vendas de veículos elétricos e híbridos somaram 35 mil unidades, crescimento de 77% em relação a 2020. Com vendas de 19 mil unidades, o Toyota Corolla híbrido vendeu quase o mesmo volume de todos os eletrificados no ano anterior, o que mostra o imenso potencial desse mercado no curto prazo, apesar da completa ausência de política pública na esfera federal.
Comente este artigo. Envie um e-mail para sumetabc@dieese.org.br
Subseção do Dieese