“Olhar para além do rótulo”

Em 4 de novembro estreou o filme “Mariguella”, até então proibido no Brasil. Morto pela ditadura civil-militar há 52 anos, Marighella foi poeta, militante estudantil e membro do Partido Comunista.

Atuou como parlamentar criando pautas para a Constituinte de 1946, que embora vencidas na ocasião, tornam-se significativas conquistas anos depois, como o direito ao divórcio e ao 13º salário.

Líder na organização do Movimento 300 mil em SP, importante marco para o sindicalismo, procurou atuar dentro do jogo democrático, mas foi impedido. Durante anos esteve preso, torturado ou na clandestinidade apenas porque sua luta por direitos contrariava ordens conservadoras vigentes.

Conhecer sua trajetória política e o contexto que o envolvia, significa darmos luz à história vista do ângulo dos que lutaram contra a barbárie. A ditadura de 1964 levou os canhões às ruas e colecionava em seus porões estudantes, mulheres grávidas, crianças submetidos a torturas. Inúmeros mortos e um silêncio que calava qualquer possibilidade de organização nas fábricas e nas faculdades. Marighella era contra a negação de qualquer direito à voz, de onde nasce a revolta em sua maior radicalidade.

Desmistificar a imagem deste homem representa conhecer mais de uma história não contada, um importante antídoto para o pensamento crítico.

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