Operação Providência – PF desarticula quadrilha acusada de fraudar o INSS em São Bernardo

A Polícia Federal desencadeou
ontem operação
para desarticular quadrilha
que cometia fraudes na
concessão de benefícios
previdenciários. O alvo da
ação foi um grupo de empresários,
médicos, políticos
e advogados que reside em
São Bernardo e teria causado
um prejuízo de cerca de
R$ 200 milhões à Previdência
Social.

Na operação, batizada
de Providência, foram
cumpridos 21 mandados
de prisão e outros 38 de
busca e apreensão. Entre os
presos estão três servidores,
três médicos peritos, um
advogado, um vereador e
dois candidatos a vereador
da região. Como o caso está
sob segredo de Justiça,
os nomes dos acusados e
os endereços onde a ação
ocorreu não foram divulgados.

O bando intermediava
a concessão fraudulenta de
benefícios como auxíliodoença
e aposentadoria por
invalidez, com propinas a
médicos peritos e a outros
servidores da Agência de
São Bernardo.

Serão ainda cumpridos
o bloqueio de contas bancárias,
o sequestro de imóveis
e veículos utilizados pelos
criminosos, bem como a
realização de perícias por
junta médica da Previdência
em segurados beneficiados
pelo esquema criminoso.

Além de São Bernardo,
as ações foram realizadas
em São Paulo, Santo André,
Diadema, Mogi das Cruzes,
Guareí, Americana, Campos
do Jordão, Guarujá,
Bertioga, Santos, Itanhaém
e Montes Claros (MG).

Atuação de Marinho como ministro contribuiu para prisões

O ex-presidente do
Sindicato Luiz Marinho
é o principal incentivador
desse tipo de ação. Uma
prova disso é que o combate
às fraudes ganharam
um novo impulso quando
ele assumiu o Ministério
da Previdência, em 2007.

Marinho também foi
responsável por outras
operações da Policia Federal
contra fraudes ao
INSS.

Em toda a história do
órgão, ele foi o ministro que
mais mandou fraudadores
para a cadeia. Só no ano
passado foram presas 217
pessoas.

“Graças a firmeza do
então ministro da Previdência,
que suspeitava de
fraudes nos pedidos de
benefícios no município,
é que desmantelamos essa
quadrilha”, afirmou Marco
Antônio Oliveira, presidente
do INSS.

Luiz Marinho acredita
que esse tipo de fraude é
um crime contra toda a população
brasileira, pois o
fato de beneficiar algumas
pessoas ilegalmente prejudica
diretamente outros
trabalhadores que estavam
doentes e realmente necessitavam
do benefício.