Os 3 grandes desafios da indústria automotiva mundial em 2026
O novo ano coloca o setor diante de escolhas decisivas entre novos protagonistas, crises industriais e mudanças estruturais
E 2026 chegou. O novo ano se anuncia tão empolgante quanto turbulento. As economias globais caminham para uma fase de grande incerteza, em meio a instabilidade geopolítica, dúvidas sobre o impacto real do boom da inteligência artificial e tensões crescentes entre Estados Unidos e China. A indústria automotiva não está imune a esses fatores e se prepara para enfrentar desafios importantes. E, claro, o Brasil será afetado de alguma forma. Quais são, então, os três eventos-chave a acompanhar no mundo do automóvel em 2026?
1. Os carros chineses já estão em toda parte (com exceção da América do Norte) e nenhuma tarifa ou barreira parece capaz de frear sua expansão. Depois de alcançar uma fatia de 21% das vendas globais de veículos leves em 2024, a expectativa é que cheguem a 25–27% em 2025. Seu rápido crescimento deve continuar também em 2026, graças à entrada em novos mercados e à ampliação das linhas de produtos.
2. Stellantis e Nissan: Provavelmente, os dois grupos automobilísticos em maior dificuldade neste momento são a Stellantis e a Nissan. O ano de 2026 dirá se os novos CEOs recém-nomeados (Antonio Filosa na Stellantis e Ivan Espinosa na Nissan) conseguirão ou não reverter os resultados negativos registrados em 2025.
3. Consolidação da indústria automotiva chinesa? A agressiva e contínua guerra de preços na China está destinada, mais cedo ou mais tarde, a cobrar seu preço. Alguns fabricantes conseguem resistir graças a estruturas de custo eficientes e a grandes volumes, mas muitos outros vão precisar de algo mais do que simples apoio governamental para sobreviver.
Do Motor1