Por que a Tesla está perdendo terreno na Europa e nos EUA
No primeiro semestre de 2024, as vendas caíram 13% e 8%, respectivamente
Não parece estar sendo um bom ano para a Tesla. Depois dos resultados recordes de 2023, quando ela não era apenas a fabricante de carros elétricos mais popular do mundo, mas também a fabricante do elétrico mais vendido do planeta (o Model Y), ela não está crescendo tanto quanto antes. Os dados mais recentes coletados pela JATO Dynamics para o primeiro semestre deste ano mostram que a empresa de Elon Musk está perdendo terreno tanto nos EUA quanto na Europa: as vendas caíram 8% e 13%, respectivamente.
Embora o público em geral não esteja totalmente entusiasmado com os carros elétricos, a demanda geral cresceu em ambas as regiões. Os modelos novos e mais competitivos introduzidos em ambos os lados do Oceano Atlântico estão atraindo mais pessoas, apesar da crescente incerteza sobre os incentivos e os planos futuros das fabricantes que produzem esses carros. A primeira consequência óbvia da queda nas vendas da Tesla é sua participação no mercado.
A primeira razão para a perda de participação de mercado da Tesla é óbvia: o crescimento não pode continuar para sempre, especialmente quando o portfólio da empresa ainda é limitado e bastante antigo (o Model 3 tem mais de 8 anos, enquanto o Model Y tem agora 5 anos). Além disso, há a crescente concorrência dos players alemães premium e chineses na Europa, e da Ford, dos coreanos e da Rivian nos EUA. O mais recente lançamento da Tesla, a Cybertruck, ainda não decolou em termos de vendas, com apenas 11.300 unidades nos EUA em 2024.
Por fim, as reduções de preço que funcionaram bem em 2023 não são tão atraentes agora. À medida que mais marcas e modelos chegam ao mercado, a oferta se torna mais ampla e os preços tendem a cair. A Tesla precisa de mais do que grandes descontos e atualizações atraentes para seus carros. Ela precisa de produtos mais modernos em mais segmentos.
Do Motor1 / Felipe Munhoz