Por que o Volkswagen Fusca é tão querido até hoje?
Donos e fãs cultuam carro por nostalgia e facilidade de manutenção
Pense em um carro mais icônico para o brasileiro do que o Volkswagen Fusca. Talvez você tenha lembrado da Kombi – e não vou tirar sua razão. No entanto, o Fusca ainda está acima no olimpo dos carros mais importantes da indústria automotiva nacional. Até porque, sem ele, a Kombi nunca existiria. O Fusca é tão venerado por sua enorme base de fãs que tem até um dia para chamar de seu. Hoje (20) é o Dia Nacional do Fusca, que foi celebrado pela primeira vez em 1989.
A data coincide com o início da produção do modelo em São Bernardo do Campo, só que lá em 1959. Qualquer pessoa reconhece um Fusca. Inclusive crianças e jovens que sequer eram nascidos quando o Fusca saiu de linha pela segunda vez, em 1996. Muitos deles, aliás, são fãs do carismático ‘besouro”. Mas por que tanta gente ainda gosta do Fusca? Se você tem mais de 40 anos, provavelmente tem alguma história com o Volkswagen Fusca.
O veículo foi o primeiro (e em muitas vezes o único) carro da família, o meio de transporte nos passeios com os avós ou até o carro no qual você aprendeu a dirigir. A robustez é uma das características mais apreciadas pelos donos de Fusca. O veículo aguenta praticamente todo tipo de desaforo. Enfrenta terra, lama e buracos sem dificuldades. O sucesso do Volkswagen Fusca resiste ao tempo no interior do Brasil. Basta viajar por cidades menores para ver algumas dezenas de exemplares por aí.
Alguns são conservados impecavelmente, enquanto outros já viveram dias melhores. Todos, porém, rodam como se não houvesse amanhã. A construção simples e a popularidade do modelo faz jus à sabedoria popular de que qualquer mecânico consegue consertar um Fusca. Evidentemente a disponibilidade de peças de reposição já foi maior. Mas nada que um pouco de paciência (e bons contatos) não resolva.
Do Automotive Business