Precarização: No Brasil, 18,7 milhões trabalham sem carteira assinada

O número é da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com base no Censo de 2000. Esses trabalhadores formam um contigente com mais da metade do pessoal que está no trabalho informal em todo o Brasil.

Para o economista Marcio Pochmann, secretário do Trabalho da Prefeitura de São Paulo, o trabalho sem carteira assinada cresceu especialmente na indústria de transformação. “Em 1992, do total de trabalhadores na indústria, 7,9% eram informais. Em 2002, o número subiu para 18,2%”, afirma ele.

>> Campanha

Os números reforçam a importância da campanha pela carteira assinada em andamento pelo Sindicato. A intenção é conhecer as fábricas na base que contratam sem carteira e procurar uma saída negociada para que haja a con-tratação formal.

Desde quinta-feira, quando a campanha foi retomada, o Sindicato recebeu três denúncias contra fábricas da região e já está agindo.

Por isso é fundamental a participação da categoria, nem só dos companheiros que enfrentam diretamente o problemas, mas também daqueles que convivem com a situação no seu local de trabalho.

As denúncias podem ser feitas na Sede do Sindicato, 4128-4200; Regional Santo André, 4990-3052; e Regional Diadema, 4066-6468.

>> Os números do trabalho no Brasil

O total de trabalhadores brasileiros está assim distribuído:

– 34,2 milhões com carteira assinada
– 18,7 milhões sem carteira assinada
– 18,4 milhões por conta própria sem contribuir
– 7,5 milhões sem remuneração *
– 5,6 milhões de militares ou servidores públicos
– 5,1 milhões por conta própria contribuintes
– 2,9 milhões de empregadores
– 2,3 milhões de trabalhadores domésticos com carteira assinada
– 5,4 milhões de trabalhadores domésticos sem carteira assinada

*São trabalhadores que trabalham para consumo próprio, um filho que ajuda o pai no bar, por exemplo. Fonte UFRJ, com base no Censo 2000 do IBGE