Presidente busca alternativas para manter empregos nas autopeças

Fotos: Adonis Guerra

O presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, esteve na última segunda-feira em visita à empresa Dana, em Diadema.

Segundo ele, a ideia é conhecer mais profun­damente as fábricas que passam por momentos de crise, diante do cenário econômico do País.

“A maioria das empresas na nossa base sofrem por conta dessa crise duradoura, que tem afetado fortemente o emprego e a produção”, avaliou.

Para o presidente, o papel do Sindicato é conhecer a realidade de cada empresa e dos trabalhadores para buscar alternativas, não só para uma ou outra empresa individualmente, mas para a elaboração de políticas que possam trazer de volta o investimento para região.

“Assim como fizemos na semana passada, no Consórcio Intermunicipal Grande ABC, com a assinatura do protocolo, que entre outras questões, trata da devolução do ICMS para estimular o setor de ferramentaria”, lembrou.

“Não é uma política para uma empresa e sim para um determinado setor e o de autopeças tem que ser olhado com todo cuidado”, defendeu.

Wagnão comparou as capacidades que as empre­sas têm para ultrapassar esses períodos, de acordo com o segmento, porte e modelo administrativo.

“Uma montadora tem mais capacidade de resis­tir a períodos longos de crise. O que não acontece com as autopeças, que são as primeiras a sofrerem as consequências. Por outro lado, elas têm a capa­cidade de sair de uma crise, de reagir muito rápido, em momentos de retomada”, disse.

A visita do presidente à Dana ajuda a ter uma ava­liação mais apurada do setor, que emprega um terço da categoria.

“Precisamos estar atentos a dois aspectos: primei­ro, as consequências econômicas, a saúde financeira dessas empresas e a capacidade de empregabilidade dessas fábricas e segundo: que políticas podemos defender nas esferas de governo para que possam retomar esse setor que é extremamente importante na geração de emprego”, completou.

A Dana continua com trabalhadores no Pro­grama de Proteção ao Emprego, o PPE (chamado agora de PSE) e tem adotado algumas medidas de investimentos para compensar a queda na utilização de sua capacidade.

A empresa faz parte de um grupo internacional que contribui para suportar os efeitos da crise, o que não ocorre com empresas familiares, que não tem sustentação em grupos financeiros.

“O objetivo do Sindicato é conhecer cada uma delas e suas características, para que seus trabalhadores continuem empregados e que o sacrifício que estão fazendo hoje pela manutenção do emprego, tenha válido a pena”, afirmou.

“A nossa preocupação é até quando essa crise permanecerá. Já que as políticas governamentais, para o setor, não apontam um horizonte tranquilo”, concluiu o presidente dos Metalúrgicos do ABC.

Da Redação.