Primeiro Emprego: ABC terá programa pioneiro

O Sindicato participa ativamente desde o início das discussões do Programa Primeiro Emprego do governo federal. Uma iniciativa do programa é o Consórcio Social da Juventude do Grande ABC. Este é um projeto piloto, único no Estado de São Paulo. A partir de janeiro ele atenderá jovens carentes entre 16 e 24 anos oferecendo qualificação profissional, aumento da escolaridade e prestação de serviços comunitários com uma bolsa de R$ 150,00. Para participar, a renda pessoal não pode ultrapassar meio salário mínimo.

A sua implementação será feita pela Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC. “Estamos contribuindo com nossa experiência no campo do empreendedorismo, do cooperativismo e do trabalho integrado com a comunidade”, explica o diretor Carlos Alberto Gonçalves, o Krica (foto), representante do Sindicato nos debates.

O dirigente lembra que o Consórcio Social da Juventude do Grande ABC vai ao encontro da proposta já elaborada há dois anos com participação do Sindicato que previa jornada semanal de 44 horas, sendo 20 para estágio em empresas, 12 para qualificação profissional e 12 desenvolvendo trabalhos comunitários.

E também da proposta feita pelo presidente do Sindicato, José Lopez Feijóo, no encerramento da Maratona da Juventude sobre geração de empregos aos jovens através do serviço social. “Por isso nossa participação é grande”, explica Krica. “Dentro de sua proposta, o Sindicato sempre defendeu ações de cidadania para a geração de empregos à juventude”, prossegue. “Tenho certeza que com a participação da sociedade e a sensibilização dos empresários do ABC será possível transformar esse trabalho comunitário em geração de emprego para a juventude”, conclui Krica.

>> Cidadania e auto-estima

Será instalado um Centro da Juventude que atenderá no mínimo 30% dos jovens no projeto com cursos, oficinas e atividades esportivas e culturais. Na região, este local deve ser o clube do Sindicato dos Bancários do ABC em Santo André (próximo a São Bernardo). O restante das atividades de qualificação será espalhado nas outras entidades participantes.

Krica defende a iniciativa lembrando que existem hoje no País 2,2 milhões de jovens desempregados. “Segundo o Ministério do Trabalho, o programa deverá chegar a 50 mil jovens até o final de 2004. É apenas o início, mas queremos valorizar esse jovem, ampliar sua cidadania e sua auto-estima”, finalizou o dirigente.