Prorrogação de IPI deve vir acompanhada de medidas para indústria automotiva
Wagner Santana, o Wagnão, secretário-geral do Sindicato
“Só a prorrogação do IPI não resolve os problemas do setor”, diz Wagnão
A manutenção das atuais alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, para carros, anunciada pelo governo federal, deveriam estar associadas a medidas que tornem a indústria automotiva mais robusta.
“A prorrogação do IPI por si só não resolve a situação do setor”, afirmou o secretário-geral do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão.
Para ele, o reaquecimento da indústria automotiva pode acontecer se as medidas que o Sindicato reivindica sistematicamente também forem adotadas.
“O programa de renovação de frota de caminhões e ônibus; a regulamentação que ainda falta ao novo Regime Automotivo, o Inovar-Auto, para garantir a utilização de peças nacionais; o programa de incentivos para as autopeças, o Inovar-Peças; e o Sistema de Proteção ao Emprego são as principais propostas dos Metalúrgicos do ABC”, destacou o secretário-geral.
Segundo Wagnão, todo esse esforço feito pelo Sindicato tem como principal objetivo o emprego.
“Nosso foco é a manutenção dos postos de trabalho, o crescimento e o fortalecimento da categoria, com uma indústria estruturada para absorver trabalhadores cada vez mais qualificados. É isso que importa”, afirmou.
O imposto dos carros vai ficar entre 3% e 25%, dependendo do motor, até o fim do ano. Se voltassem à alíquota normal, ficaria entre 7% e 25% .
“Essa medida contribui para as nossas expectativas para um segundo semestre melhor este ano”, concluiu o dirigente.
Ações do Sindicato contribuem com avanços para o Brasil
Os Metalúrgicos do ABC sempre elaboraram estudos e propostas com o objetivo de contribuir com o crescimento e o desenvolvimento da indústria automotiva e o fortalecimento dos trabalhadores da categoria.
Por exemplo, o novo Regime Automotivo, o Inovar-Auto, atendeu a uma reivindicação do Sindicato, que há tempos pedia uma política para incentivar o setor.
As pressões acontecem também para que sejam estabelecidas as normas de fiscalização para o conteúdo nacional nas peças utilizadas pelas montadoras de veículos.
Além disso, o Inovar-Peças propõe uma política fiscal, nos mesmos moldes do Inovar-Auto, mas desta vez visando estimular os avanços tecnológicos nas autopeças e reaquecer a cadeia produtiva.
O programa de renovação de frota de caminhões e ônibus, que o governo federal analisa no momento, foi debatido pelo Sindicato com todos os envolvidos no setor e teve o grupo de trabalho instituído em outubro do ano passado, durante a 19ª Feira Nacional de Transportes, a Fenatran.
Finalmente, o Sistema de Proteção ao Emprego, o SPE, também é uma proposta formulada pelo Sindicato inspirada em uma experiência alemã, que desde o final da segunda guerra mundial adota um fundo que garante os postos de trabalho durante períodos de baixa na produção industrial.
Da Redação