Quando tudo parecer que voltou ao normal, questione

Bolsonaro, após promover aglomerações e desconsiderar orientações técnicas sobre a pandemia, deve ser responsabilizado pelo número total de infectados pelo novo coronavírus.

Foto: divulgação

Apesar da aparente estabilidade, o número de mortos segue muito alto e sem indícios de queda em curto prazo. Até o momento, o Brasil tem acumulado um total de 1.966.748 casos confirmados da doença e 75.366 mortes. O Estado de São Paulo tem 393.176 casos e 18.640 mortes.

O governo transfere para as pessoas a responsabilidade pela prevenção à Covid-19. Abre mão de praticar política pública de saúde para expor a população ao vírus. Assim, desse modo, libera a abertura de bares, restaurantes, shoppings, estádios e outros lugares de aglomeração que não prestam serviços essenciais. Ao mesmo tempo, veta a lei do Congresso que buscava regulamentar a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos, nos locais de trabalho, escolas e igrejas. Vetou até a obrigatoriedade da disponibilização de máscaras para trabalhadores.

Enquanto isso, o TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região – Pernambuco) derrubou decisão liminar que obrigava os planos de saúde a cobrir o teste de sorologia para a detecção do novo coronavírus.

É nesse cenário, depois de alcançar três semanas consecutivas de queda no número de mortes por coronavírus, que o Estado de São Paulo registrou, no dia 14 de julho, 417 óbitos. O segundo pior recorde de mortes por causa da doença em 24 horas desde que a pandemia teve início.

No mundo, registros da OMS (Organização Mundial de Saúde) informam 13.150.645 casos de Covid-19 e 574.464 mortes, até 15 de julho. 

Diante desses números, é importante destacar que a mortalidade atinge os povos de maneira diferente. Ocorre uma morte para cada três brasileiros negros hospitalizados pela Covid-19. Entre brancos, a proporção é de uma morte a cada 4,4 internações.

Use máscara se precisar sair. Não se aglomere.

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Departamento de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente