“Que a democracia prevaleça, a vontade dos trabalhadores seja respeitada sem nenhum tipo de coação, pressão ou ameaça”
Ministério Público do Trabalho, CUT e centrais sindicais disponibilizam canal de denúncia contra assédio eleitoral. Sindicato também recebe denúncias a partir de segunda-feira, 16
Patrões não podem coagir trabalhadores ou ameaçar demitir quem não votar no candidato determinado por eles. Caso aconteça na sua fábrica, o Sindicato alerta: isso é crime eleitoral, denuncie. Desde o início do mês, a CUT, demais centrais sindicais e o MPT (Ministério Público do Trabalho) seguem na campanha ‘O voto é seu e tem sua identidade’ para denunciar o assédio eleitoral nas eleições municipais de 2024.
No site do MPT, há ainda uma cartilha sobre o tema para mais informações. Para quem quiser denunciar o assediador, de maneira segura e sem se expor, pode fazer isso tanto pelo endereço mpt.mp.br/assedio-eleitoral como pelo aplicativo da campanha disponível no QRcode nesta página.
A partir de segunda-feira, 16, os Metalúrgicos do ABC também disponibilizam um canal para denúncias por mensagens, de forma anônima e segura, pelo número de WhatsApp (11) 91737-7029. Imagens, e-mails ou testemunhas que ajudem a comprovar o assédio e/ou ameaça são importantes.
“Em 2022, o Sindicato disponibilizou essa ferramenta aos trabalhadores e recebeu algumas denúncias, encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho, de São Bernardo, que apurou e autuou algumas empresas. Nesta eleição em que se escolhe prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras, as pessoas conhecem os candidatos e a possibilidade de ocorrer o assédio é maior, até porque as empresas estão instaladas nos municípios”, disse o diretor-executivo do Sindicato, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão.
Denuncie
O dirigente explica que o trabalhador deve ficar atento a qualquer movimentação da empresa, com pressão em nome de candidato A ou B ou até o ameaçando caso o adversário ganhe. “É necessário que os patrões mantenham um ambiente saudável e democrático. Vamos ficar atentos e levar as denúncias novamente ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho para tomar providências”.
“O trabalhador pode ficar à vontade para fazer a denúncia, não vamos expor ninguém. Nosso objetivo é que a democracia prevaleça, a vontade dos trabalhadores seja respeitada sem nenhum tipo de coação, pressão ou ameaça. Apenas fazer com que a democracia siga seu rito normal no nosso país”, avisou Luizão.
Identifique o assédio eleitoral e denuncie
O que é?
É a prática de coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento associados a determinado pleito eleitoral no intuito de influenciar ou manipular o voto, apoio, orientação ou manifestação política de trabalhadores no local de trabalho ou em situações relacionadas ao mesmo ambiente.
Quem pratica?
• Empregador, representantes ou prepostos das empresas, bem como dirigentes de órgãos públicos
• Colegas de trabalho
• Trabalhadores em relação a seus superiores
• Terceiros, como tomadores de serviço e clientes Exemplos de assédio eleitoral
• Promessa de benefício ou ameaça de prejuízo no contrato de trabalho em razão do resultado das eleições
• Comentários depreciativos ou atos que causem humilhação ou discriminação de trabalhadores que apoiam candidatos diferentes do defendido pelo assediador
• Impor/obrigar o uso de uniforme, vestimentas, bonés, botons alusivos à determinada campanha eleitoral ou candidato
• Ameaçar trabalhadores de serem dispensados caso determinado candidato ganhe ou perca as eleições
• Ameaçar o fechamento da empresa em função dos resultados das eleições
• Ameaçar cortes de pessoal ou mudança na forma de trabalho
• Prometer a concessão de qualquer benefício ou vantagem vinculada ao voto, orientação política e manifestação eleitoral
Aplicativo de denúncias do MPT, CUT e centrais sindicais. Para acessar, abra a câmera do seu celular, aponte para o qrcode, espere o link abrir e faça a sua denúncia.