Reconversão Industrial como alternativa

O Brasil já foi reconhecido por ser uma grande potência industrial, mas não vive seus melhores momentos. Em meados da década de 1980, a participação da indústria de transformação no PIB nacional chegou a 36%, mas atualmente está próxima aos 10%.

Poucos países do mundo viveram um processo de desindustrialização desta magnitude, desindustrialização essa que impactou ordenadamente as cadeias de produção nacional, eliminou empregos e rebaixou salários. Resultado disso: um parque industrial brasileiro sucateado, mas diante de uma nova era de modernização global ligada às questões de sustentabilidade, energias renováveis, conectividade, inteligência artificial, e precisando dar respostas.

Temos no país a combinação campeã para enfrentar esses desafios, mas jogamos sem técnico.

Temos recursos naturais em abundância, extraordinário mercado interno consumidor, temos capacidade instalada, força de trabalho de custo reduzido em comparação aos países centrais, mas não temos qualquer definição de política industrial sob o atual desgoverno.

No modelo de um Estado comprometido com sua indústria, dentre as distintas diretrizes de uma política industrial planejada e executada, o governo já poderia estar apostando na indução e formulação de políticas públicas orientadas à reconversão industrial. Muitas empresas metalúrgicas que fecharam suas portas nos últimos anos poderiam estar se modernizando e ofertando novas soluções para diferentes setores da atividade industrial. Esse é também um importante caminho.

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