“Recuperação no 2º semestre deve ser considerada pelos patrões”, afirma Morcegão
Biro-Biro, presidente da FEM-CUT (2º da direita para a esquerda) e representantes dos trabalhadores em reunião com a bancada patronal do G3
Na terça, dia 22, representantes da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM-CUT, que conta com 14 sindicatos filiados, se reuniu com a bancada patronal do Grupo 3 (autopeças, forjaria e parafusos) para a segunda rodada de negociações da Campanha Salarial deste ano.
Segundo o diretor executivo do Sindicato e coordenador de São Bernardo, Nelsi Rodrigues, o Morcegão, que participou da reunião, existe uma reclamação geral do setor, principalmente das autopeças.
“Todos os anos enfrentamos essa mesma choradeira”, lembrou o coordenador.
Para ele, no entanto, a recuperação da indústria automotiva para o segundo semestre tem que ser levada em conta pelos patrões.
“O próprio presidente da Anfavea, sindicato das montadoras, apresentou índices positivos e garantiu uma retomada do crescimento”, afirmou Morcegão, sobre a declaração feita pelo dirigente patronal, Luiz Moan, durante seminário sobre perspectivas.
“Essa avaliação é a mesma que estamos fazendo e que deve ser considerada nas nossas rodadas de negociação da Campanha”, completou.
Além disso, Morcegão destacou algumas medidas que contribuem para esse otimismo, como a simplificação para financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES; a prorrogação do prazo de redução do imposto sobre produtos industrializados, o IPI; e a regulamentação do novo Regime Automotivo, o Inovar-Auto.
E ainda outros programas que poderão reaquecer a indústria automotiva, como a renovação de frota de caminhões e o sistema de fiscalização de uso de peças nacionais pelas montadoras, conhecido como rastreabilidade.
Durante a reunião com o G3, o presidente da FEM-CUT, Valmir Marques da Silva, o Biro-Biro, ressaltou a importância da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução no salário.
“A medida é positiva para melhorar a produtividade porque o trabalhador estará descansado, reduzindo o índice de acidentes e doenças profissionais e ainda terá tempo para se qualificar”, defendeu Biro-Biro.
A próxima reunião com o G3 será na terça-feira, dia 29, na sede do Sindipeças.
Da Redação