Regional Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra: Do racha à unidade de classe

A Regional Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra do Sindicato completa 15 anos no próximo 17 de outubro, tempo do acordo entre os metalúrgicos de São Bernardo e Diadema e o de Santo André e Mauá, que incluiu o território na base do ABC. O presidente do Sindicato na época, José Lopez Feijóo, em entrevista à Tribuna Metalúrgica quando o marco chegou a uma década, relembrou o caso:

“Em 1993, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema se unificou com o de Santo André, dois sindicatos grandes do ABC e da CUT”, contou. “No princípio da solidariedade, em que o trabalhador sozinho não enfrenta seu empregador, o Sindicato tem a função primordial de equilibrar a relação capital e trabalho. Durante três anos, funcionou muito bem, a unidade foi importante”.

Em 1996, conhecido como o ano do racha, o resultado do processo de convenções para montagem da chapa da nova direção dividiu o Sindicato. “Parcela da diretoria que tinha perdido as convenções não se conformou e resolveu recriar os metalúrgicos de Santo André. Nós quisemos respeitar as convenções”, explicou Feijóo.

“Foi um período duro, de muito enfrentamento em porta de fábrica que levou ao processo de separação litigiosa, em uma ação que durou dez anos de briga e disputa de representações no local de trabalho”.

Feijóo lembrou ainda que, em 2007, algumas sentenças davam ganho de causa para o racha. “A diretoria resolveu abrir processo de negociação para efetivar de vez o que a prática já tinha feito. No acordo, São Bernardo e Diadema incorporaram a base de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Para fortalecer os Metalúrgicos do ABC na região, houve a necessidade de ter uma sede e achamos esta que é até hoje”.

O coordenador da Regional de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos, lembrou a luta dos CSEs no período. “Até aqui, o trabalho foi árduo para que o Sindicato conquistasse representatividade e respeito tanto na base metalúrgica quanto na sociedade”.

O ex-presidente dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, ressaltou a importância de resgatar a história. “A partir do momento que conhecemos as razões e motivos que nos trouxeram até aqui, conseguimos nos preparar, trabalhar o presente e planejar o futuro”, afirmou. “O Sindicato é de 1959 e a Regional pouco mais de uma década.

Tem o tempo de maturação, trabalho e, com comprometimento e ação dos companheiros que conhecem a base, já tirou muito da diferença desse tempo”, concluiu. Atendimento pelo número 4823-6898.

Coordenadores a frente da Regional Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
2007 a 2011
Nelsi Rodrigues da Silva, o Morcegão

2011 a 2013
Hélio Honorato Moreira, o Helinho

2013 a 2014
Juarez Barros, o Buda

A partir de 2014
Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos

De 1933 a 2022: A fundação dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema
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