Segunda onda da COVID-19

Nas últimas semanas os casos de infecção pela Covid-19 têm aumentado na Europa, especialistas falam em uma segunda onda do vírus e lembram que o velho continente está dois meses à frente do Brasil na pandemia.

Foto: Adonis Guerra

Por lá, alguns países começam a retomar medidas de isolamento social e até mesmo a possibilidade de lockdown, medida de forte impacto para a economia.

No Brasil, vínhamos de uma curva de desaceleração nos casos de contaminação e óbitos, mas na última semana voltamos a aumentar os casos, chegando perto de 40 mil notificações diárias. Chegamos à marca de 165,6 mil mortes pelo vírus, atrás apenas dos Estados Unidos. Podemos entrar numa segunda onda de infecção antes mesmo de sairmos da primeira.

Ainda assim, o governo brasileiro continua tratando a doença com absoluto desprezo. Em entrevista para o jornal O Globo, Francisco Funcia, consultor técnico do Conselho Nacional de Saúde, faz um importante alerta: “Para o governo, parece que a pandemia acaba em 31 de dezembro”. Isso porque o governo está abrindo mão de usar cerca de R$ 6,5 bilhões para o combate ao coronavírus, recursos liberados excepcionalmente para 2020 e que serão perdidos caso não haja destinação até o fim deste ano.

A prévia do PIB pelo Banco Central no terceiro trimestre mostra alta de 9,5%, o que indica retomada da atividade econômica no país, mas no acumulado do ano a economia brasileira deve apresentar uma queda próxima de 5%. A tragédia humanitária e econômica que vivemos não permite chacotas. Definitivamente, não somos um país de “maricas”, somos uma nação de trabalhadoras e trabalhadores carentes de uma liderança que execute as ações estratégicas de proteção ao seu povo.

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