Sem novidades, proposta do G3 é rejeitada na mesa

Em reunião no Sindipeças, realizada ontem em São Paulo, a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM-CUT, rejei­tou novamente a proposta do Grupo 3 (autopeças, forjaria e parafusos), para a Campanha Salarial deste ano.

“A bancada patronal insiste em oferecer apenas a inflação e propôs ainda que retomemos as nego­ciações de aumento real em janeiro de 2015”, ex­plicou o presidente do Sindicato, Rafael Marques.

“Não podemos aceitar isso e nem levar aos trabalhadores uma proposta que não contempla as expectativas”, afirmou.

O presidente destacou as medidas tomadas pelo governo federal para estimular o setor.

“Entendemos que algumas autopeças tenham dificuldades, mas têm um potencial gigantesco de crescimento a partir de decisões que o gover­no tomou, como a rastreabilidade de conteúdo nacional”, disse.

Para Rafael, outro fator que deve ser levado em conta é a participação dos aumentos reais na diminuição da desigualdade social no Brasil.

“Temos que manter esse ciclo de mais de dez anos de crescimento dos salários, que têm sido responsável pela distribuição de renda no País e pela ascensão social dos trabalhadores”, concluiu o presidente.

A Diretoria Plena do Sindicato se reunirá na manhã de hoje para debater e encaminhar os próximos rumos da Campanha Salarial e das mobilizações no ABC.

Ontem, aconteceram assembleias na Autometal, em Diadema, e na Mahle, em São Bernardo. Em ambas os companheiros aprovaram a disposição de luta.

Os demais Grupos em Campanha – o G2, G8, G10, Fundição e Estamparia – não marcaram a retomada das negociações com a Federação.

As principais reivindicações dos metalúrgicos da FEM-CUT são reposição integral da inflação, aumento real de salários, redução de jornada sem redução de salário, licença maternidade de 180 dias para os Grupos 8, 10 e Estamparia e o Vale­-Cultura, no valor de R$ 50 por mês, para todos os trabalhadores.

Estão em campanha 215 mil metalúrgicos e a data-base é 1º de setembro.

Da Redação