Setor automotivo amplia a inclusão de imigrantes e refugiados
Empresas desenvolvem iniciativas para quebrar barreiras de entrada no mercado de trabalho, como idioma e adaptação cultural
Recomeçar a vida em outro país é sempre um grande desafio. Por isso, no Brasil, cada vez mais empresas do setor automotivo apoiam a chegada de imigrantes e refugiados através de iniciativas com oportunidades de trabalho e desenvolvimento, curso de português, assessoria jurídica e acolhimento.
A presença de executivos estrangeiros em montadoras multinacionais e grandes fornecedores é comum. Mais recentemente, porém, o setor também passou a olhar com mais atenção para a inclusão de refugiados, que hoje representam 0,12% da força de trabalho, segundo a pesquisa Diversidade no Setor Automotivo 2025, de Automotive Business.
Desde 2020, empresas automotivas como Lear, Localiza e Belgo Arames passaram a ter políticas e ações de inclusão estruturadas para esse público, com o objetivo de quebrar barreiras de entrada no mercado, como o idioma, a validação de documentos, a adaptação cultural e até a reunião familiar, facilitando a integração pessoal e profissional desses talentos.
As principais barreiras para a maioria dos refugiados e imigrantes quando chegam ao Brasil são com o português e a documentação, por isso, empresas automotivas oferecem curso de idioma e apoio jurídico. É o caso da Lear, por exemplo, que emprega 155 imigrantes e refugiados no Brasil, a maioria venezuelanos e haitianos. A empresa oferece bolsa de estudo de português, assessoria de documentação e revalidação de diploma. Além de contar com grupo de afinidade, apadrinhamento profissional e parceria com ONGs para contratação de refugiados.
Do Automotive Business