Sindicato convoca categoria para ato pelo fim da violência contra a mulher. Participe!

Mobilização acontece no próximo dia 19, às 9h, com concentração em frente à Sede. Lançamento de cartilha voltada à conscientização masculina

  • Contra o ódio e feminicídios, os Metalúrgicos do ABC convocam a categoria para ato de combate à violência contra a mulher na quinta-feira (19), às 9h.
  • Concentração na Sede da entidade, em São Bernardo, seguida de uma passeata até a Igreja Matriz. Participação da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
Foto: Adonis Guerra

A violência contra a mulher não é apenas um caso de polícia, é uma chaga social que exige resposta firme e organizada da classe trabalhadora. Em meio à crescente escalada de ódio e ao aumento alarmante dos feminicídios, o Sindicato convoca toda a categoria para um ato de combate à violência contra a mulher na próxima quinta-feira (19), às 9h.

A concentração ocorre em frente à Sede da entidade (Rua João Basso, 231, Centro), em São Bernardo, seguida de uma passeata até a Igreja Matriz. O evento conta com a participação de figuras centrais nesta pauta urgente, incluindo a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

Durante a mobilização, a entidade distribuirá uma cartilha inédita voltada ao público masculino. O objetivo desse material é provocar reflexão e chamar os homens para a responsabilidade. Precisamos encarar o fato: muitos ainda restringem o conceito de agressão apenas ao dano físico extremo, ignorando violências psíquicas cotidianas que pavimentam o caminho da tragédia.

Moisés Selerges, presidente do Sindicato, é taxativo sobre a postura da categoria: “Não há justificativa para tanto ódio. Se fomos gerados e educados por mulheres, por que perpetuamos essa cultura de extermínio? O fim de um relacionamento, a roupa ou o gosto musical não autorizam ninguém a tirar uma vida. Os homens são responsáveis por essa barbárie e, portanto, temos o dever de trabalhar para acabar com isso”.

Algoritmo da misoginia
A urgência do nosso chamado encontra ressonância no cenário nacional. Recentemente, o Ministério da Justiça interpelou plataformas digitais como o TikTok, exigindo esclarecimentos sobre a disseminação da trend “Se ela disser não”, que banaliza abusos contra mulheres. O governo cobra auditorias nos mecanismos que lucram com a propagação de conteúdos misóginos e solicita medidas técnicas para remover tais atrocidades proativamente.

“Não podemos tolerar que a tecnologia seja usada para amplificar o machismo. Se o Estado começa a apertar o cerco contra a monetização da violência virtual, a classe trabalhadora deve ocupar o espaço público para enterrar, de vez, a impunidade”, afirmou o dirigente.

O projeto de sociedade que o Sindicato almeja é incompatível com o feminicídio. “Convidamos cada companheiro a se somar neste levante. Sua presença não é apenas importante; é essencial para garantirmos que nossas filhas, netas e esposas vivam sem medo. Chega de omissão. Chega de morte. Vamos à luta, pois o silêncio é cúmplice da opressão. Nos vemos no dia 19”, chamou Moisés.