Sindicato defende inclusão e respeito à identidade trans no mercado de trabalho

Tema ganha destaque hoje, 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, data que remete à mobilização realizada em 2004, em Brasília, em defesa do direito à existência digna

A inclusão no mercado de trabalho é condição fundamental para a autonomia financeira e o exercício pleno da cidadania de trabalhadores e trabalhadoras trans. Para o Sindicato, a defesa coletiva passa pelo enfrentamento diário da transfobia no ambiente profissional, por meio de práticas concretas de respeito que assegurem relações saudáveis no chão de fábrica. O tema ganha destaque hoje, 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, data que remete à mobilização realizada em 2004, em Brasília, em defesa do direito à existência digna.

A coordenação da Comissão LGBTQIA+ do Sindicato afirma que reconhecer pessoas trans como parte da classe trabalhadora é uma responsabilidade de toda a sociedade. “A luta sindical por justiça social está diretamente ligada à construção de um mercado baseado no respeito e na equidade. A valorização da diversidade fortalece a unidade da categoria”, destaca.

Entre as diretrizes defendidas pela entidade está o uso do nome social, que deve ser adotado conforme a forma como cada pessoa se identifica. Questionamentos sobre registros civis anteriores ou sobre o chamado “nome de nascimento” são considerados invasivos e incompatíveis com o direito à autodeterminação.

“O mesmo princípio vale para o uso correto dos pronomes. Em situações de dúvida, a recomendação é perguntar de forma direta e respeitosa qual a preferência do colega de trabalho, evitando constrangimentos e demonstrando postura profissional”, alertou o coletivo.

A Comissão também ressalta a importância da preservação da privacidade. Informações sobre processos de transição, procedimentos médicos ou histórico familiar pertencem ao âmbito pessoal e não devem ser objeto de curiosidade no local de trabalho. Para o Sindicato, consolidar o respeito nas relações laborais é garantir que a capacidade profissional seja o critério central, acima de qualquer forma de preconceito.