Sindicato reafirma luta em São Paulo e Brasília pelos três anos de resistência democrática
Mobilizações na capital federal e no Largo São Francisco marcaram compromisso da categoria com liberdades, direitos sociais e soberania nacional

O Sindicato marcou presença ativa nas mobilizações que celebraram, no último dia 8, os três anos da resistência democrática no país, reafirmando seu papel histórico na defesa das instituições. Em Brasília, o presidente da entidade, Moisés Selerges, integrou a comitiva representativa dos trabalhadores e trabalhadoras da categoria, ressaltando que a estabilidade política é o alicerce fundamental para a garantia de direitos sociais.
Durante as solenidades na capital federal, Moisés enfatizou a vigilância constante da classe operária. “Estamos aqui na defesa da democracia, pois sabemos que, sem ela, não existe justiça nem o projeto de sociedade igualitária que nossa categoria defende. Ela é a base para o avanço da soberania nacional”, declarou o dirigente.
No ato oficial realizado no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembrou a tentativa de golpe em 2023, alertando que a liberdade exige cuidado perene. “A democracia será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio de velhos e novos candidatos a ditadores. Por isso, precisa ser zelada com carinho e defendida com unhas e dentes, dia após dia”, afirmou. Para Lula, a força do regime democrático reside na participação efetiva da sociedade civil nas decisões governamentais, superando o mero ato de votar para construir um país com menos privilégios e mais oportunidades para a maioria da população.

Ainda em Brasília, o governo federal agiu estrategicamente para impedir o retrocesso jurídico ao vetar integralmente o Projeto de Lei nº 2.162/2023, o chamado “PL da Dosimetria”. A proposta, aprovada anteriormente pelo Congresso Nacional, pretendia reduzir as penas daqueles que atentaram contra o Estado Democrático de Direito. O veto presidencial reafirma a necessidade de responsabilização rigorosa, validando o trabalho do STF (Supremo Tribunal Federal) na punição dos articuladores das ações antidemocráticas, o que Lula classificou como a prova mais contundente do vigor institucional brasileiro.

Em São Paulo
Simultaneamente, a mobilização sindical estendeu-se à capital paulista. Os Metalúrgicos do ABC participaram do lançamento do “Manifesto em Defesa da Democracia, da Justiça e da Soberania Nacional”, ocorrido na Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).
No Largo São Francisco, o documento lido em tom solene sublinhou que a memória é o antídoto contra a tolerância a novos planos de ruptura institucional ou atentados contra autoridades eleitas, lembrando que a punição legal de organizadores e financiadores de golpes é um marco inédito e pedagógico na história do país. Além de celebrar a resiliência interna, o documento faz um alerta sobre a conjuntura internacional e as pressões externas que ameaçam a soberania de nações vizinhas, como a Venezuela.