Stellantis divulga seu balanço de 2025: prejuízo líquido de € 22,3 bilhões
Segundo a empresa, virada na estratégia de elétricos explica maior parte do rombo
A Stellantis divulgou hoje seu balanço de 2025, com um prejuízo líquido de € 22,3 bilhões (o equivalente a R$ 135,2 bilhões). É o primeiro resultado negativo desde a formação do grupo, em 2021, a partir da fusão entre Fiat Chrysler Automobiles e PSA Group. Em 2024, a empresa havia lucrado € 5,5 bilhões. O tamanho do rombo chama a atenção. Segundo a fabricante, a explicação passa menos por queda brusca nas vendas e mais por uma grande revisão interna de rota.
Ao longo do ano, a Stellantis registrou € 25,4 bilhões em baixas contábeis, principalmente ligadas à sua estratégia para veículos elétricos. Na prática, a empresa admitiu que os investimentos massivos feitos em plataformas puramente elétricas nos anos anteriores não teriam o retorno esperado no ritmo previsto, especialmente no mercado norte-americano.
Com isso, foi preciso reavaliar plataformas de elétricos, projetos de baterias, iniciativas ligadas ao hidrogênio e até provisões de garantia. Também houve reestruturações e cortes de custos na Europa. Enquanto os números globais são catastróficos, o cenário para o mercado brasileiro é o oposto: a operação na América do Sul é, hoje, a principal âncora de estabilidade e rentabilidade do grupo no mundo.
A Stellantis encerrou 2025 como a primeira fabricante da história a vender mais de 1 milhão de veículos na América do Sul em um único ano: o grupo detém 22,6% do mercado regional. No Brasil, essa dominância é ainda mais acentuada, com uma fatia de mercado próxima dos 30%, impulsionada principalmente pelo sucesso da marca Fiat (com a Strada sendo o veículo mais vendido do país) e pelo crescimento das marcas Jeep, Ram, Peugeot e Citroën.
Do Motor1