Tabela do IR: Governo concorda com a correção

Pela primeira vez o Ministério da Fazenda concordou em corrigir a tabela do Imposto de Renda.

Ontem, em audiência com os presidentes do Sindicato, José Lopez Feijóo, e da CUT, Luiz Marinho, o ministro Antonio Palocci garantiu que o índice de correção será conhecido dia 1º de junho.

“Não descansaremos até vir a correção”

Pela primeira vez o governo federal admitiu publicamente que concorda com a correção da tabela do Imposto de Renda.

Segundo o presidente do Sindicato José Lopez Feijóo, que ontem esteve com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, o governo garantiu que até 1º de junho a proposta para a correção será conhecida. No próximo dia 19, técnicos da Receita Federal e técnicos dos sindicatos se encontram para estudar as várias propostas e definir o índice.

O movimento sindical atesta que de 1996 até março deste ano a tabela está defasada em 55,3% – 39,5% herdado do governo FHC e 11,32% acumulado nos 15 primeiros meses do governo Lula.

Segundo estudo da Subseção Dieese do nosso Sindicato, a correção em 11,32% faria com que o governo deixasse de arrecadar R$ 1,6 bilhões dos R$ 20 bilhões estimados para esse ano.

>> Câmara também apóia

Antes do encontro com Paloc-ci, Feijóo reuniu-se com o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP) a quem fez a mesma reivindicação e conseguiu um apoio importante para a luta.

João Paulo se comprometeu a pedir urgência constitucional para votação da matéria assim que a pauta da Câmara for desobstruída. “O povo, os metalúrgicos estão esperando isso. A Câmara e os deputados querem votar. Vamos trabalhar para votar. O presidente disse que queria isso”, afirmou o deputado em referência ao presidente Lula que, em visita a Mercedes-Benz, abriu espaço para discutir a correção da tabela. O parlamentar disse que pediu ao deputado Carlito Merss (PT-SC), urgência para análise das propostas de correção.

João Paulo afirmou que a decisão partiu do próprio presidente da República e cabe à Câmara agora cumprir seu papel. “O presidente disse que queria reajustar. Nós só estamos atendendo ao seu pedido”, afirmou.

Feijóo foi enfático ao dizer que os trabalhadores não descansarão enquanto não arrancar a correção da tabela.