Toyota espera crescer 38% no Brasil em 2021, após cair 39% em 2020

Presidente Rafael Chang estima vendas de 180 mil unidades no ano que vem, contra 130 mil este ano

A Toyota trabalha com expectativa de crescimento porcentual vigoroso no Brasil em 2021: a fabricante projeta que deverá vender 180 mil veículos no ano, volume 38% maior do que os 130 mil estimados para 2020 e acima da expansão média do mercado de 25% a 30%, esperando-se a venda de 2,5 milhões de unidades no ano que vem. Ainda assim, se atingido o resultado ficará 19% abaixo do recorde de 2019, quando a Toyota vendeu 215 mil carros e picapes no País.

Apesar de não ter cancelado ou adiado o principal investimento em curso no País – de R$ 1 bilhão na fábrica de Sorocaba (SP) para produzir um novo veículo em 2021, que deverá ser o primeiro SUV nacional da marca –, a Toyota termina 2020 com algumas sequelas da pandemia. A primeira foi a redução de 10% no quadro de 6 mil funcionários, com o desligamento de 600 trabalhadores por meio de programa de demissão voluntária (PDV), 300 das áreas administrativas e outros 300 na fábrica de Indaiatuba (SP), onde é produzido o Corolla.

Outra consequência negativa do momento adverso foi a paralisação da produção no País por quase três meses, o que levou à perda de um ponto porcentual de participação de mercado, recuando de 8% para 7,1% no decorrer de um ano, com 107 mil veículos vendidos de janeiro a outubro, o que corresponde a queda de 39% na comparação com o mesmo período de 2019.

Segundo Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil, os esforços agora estão concentrados em redução de custos, desenvolvimento de mais fornecedores locais e abertura de novos mercados de exportação, como forma de compensar a desvalorização cambial de mais de 40% este ano que tornou muito caro importar componentes. A expectativa é que em 2021 as duas fábricas de veículos no País alcancem níveis de produção mais próximos da capacidade máxima instalada.

Do Automotive Business