Trabalhadores na Volks protestam contra a reforma da Previdência

 

 

Fotos: Edu Guimarães

Os companheiros na Volks, em São Bernardo, aprovaram a disposição de luta contra a reforma da Previdência em ato na manhã desta quarta-feira, dia 13. Os trabalhadores seguiram em passeata para ocupar parte da rodovia Anchieta, sentido litoral, onde foi realizada assembleia.

O ato foi o primeiro de uma série de mobilizações, organizadas pelos Metalúrgicos do ABC nesta semana para impedir a votação da reforma no Congresso Nacional.

“Se colocarem a reforma da Previdência em votação, o Brasil vai parar com a disposição de cada companheiro. A questão não é que aposentadoria a gente quer, mas que Brasil queremos para nós e para as futuras gerações”, afirmou o presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão.

“O que está sendo colocado, aliado com a reforma Trabalhista, a terceirização e a PEC dos Gastos, coloca o trabalhador num sistema de escravidão imposto pelo patrão. Este destino não queremos para nenhum de nós nem para nossos filhos”, explicou.

O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, ressaltou que a Previdência ampara os trabalhadores nos momentos difíceis. “É impressionante a quantidade de companheiros que são vítimas de acidentes de trabalho, e além dessa triste realidade,  ainda querem desmontar a Previdência”, disse.

“Com a reforma Trabalhista e a terceirização, universidades como a Metodista estão demitindo professores. É uma tragédia, quem vai preparar os filhos para o futuro?”, questionou.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, alertou que o discurso do governo é uma mentira para retirar direitos. “Querem que a Previdência deixe de ser uma política de Estado para ser um produto vendido nos bancos. Não tem nada a ver com austeridade e economia”, explicou. “Se botar para votar, o Brasil vai parar”, avisou.

A diretora executiva do Sindicato, res­ponsável pela Formação, Michelle Marques, defendeu que a luta é de todos. “As mobilizações são para salvar o direito à aposentadoria. A empresa não vai segurar os trabalhadores até 65 anos de idade na linha. O recado aqui é a luta”, disse.

O diretor executivo do Sindicato, responsá­vel por políticas in­dustriais, Wellington Messias Damasceno, destacou que a reforma é mais um ataque sofrido. “Esse governo tem uma pauta extremamente contrária aos direitos dos trabalhadores. A luta é de todos para evitar mais esse retrocesso”, chamou.

O integrante do CSE na Volks, Valdir Rios, parabenizou a participação dos companheiros na fábrica. “Isso mostra o grau de consciência para defender os direitos. O governo está fazendo manobras para votar ainda este ano e não podemos vacilar nem aceitar calado que retirem a aposentadoria”, afirmou.

Para o coordenador da Regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento, as mobilizações têm que se estender para todo o País. “Em uma conjuntura extremamente difícil, cada um tem que ter a dignidade de lutar pelos direitos duramente conquistados. O ato é uma demonstração de unidade e de tomada de consciência da classe trabalhadora e é assim que tem que ser o recado para barrar a reforma”, contou.

 O deputado estadual pelo PT-SP, Teonílio Monteiro da Costa, o Barba, explicou que o problema na Previdência não é a classe trabalhadora. “A reforma é para entregar a Previdência na mão dos banqueiros. Temos que estar atentos e evitar que os empresários assaltem os direitos dos trabalhadores”, concluiu. 

Confira as galerias de fotos na página do facebook do Sindicato: https://goo.gl/MBs8VV e https://goo.gl/FTCQXx

Da redação