Três vírus

Tem criança menor de cinco anos ou pais de mais de 65? Então, ainda não está na hora de relaxar.

Foto: Divulgação

A pandemia de Covid-19 hoje infecta mais, mas adoece menos. Mais casos, menos internações. No entanto, outros dois vírus vêm se aproveitar da situação para fazer o que são programados: se multiplicar.

Um vírus comum, VSR (vírus sincicial respiratório), está lotando hospitais infantis na América do Norte, Brasil e Uruguai. Esse vírus é muito comum, tão comum que a maioria dos bebês o contraem até o segundo ano de vida. Mas o isolamento produzido pela pandemia diminuiu este contágio, alterando o curso da doença.

O outro vírus é o da influenza, que tem duas variantes circulando juntas: H1N1 (velho conhecido) e H3N2. Os dois causam a gripe suína, mas tem alta capacidade de adoecer os de menor imunidade: bebês e idosos.

Então temos três vírus, de mesma transmissão (gotículas de saliva), causando quadros de infecção respiratória que é preocupante nos imunocomprometidos. Para VSR não temos vacina, só um tratamento específico; para a influenza já começou a vacinação e para a Covid nas crianças está sendo feita para todas acima de 3 anos e em casos especiais abaixo disto.

Isso é fruto do atraso proposital do ministro da Saúde, que anunciou o fim da emergência sanitária em abril e, com isso, barrou a produção da Coronavac pelo Butantan, que foi aprovada para uso emergencial. Por ter sido a primeira e ser alvo do mais profundo ódio do mesmo e do atual presidente, eles querem a destruir. Não se cansavam de fazer propaganda eleitoral de ter aplicado milhões de vacinas, mas nunca citavam o nome Coronavac, uma vacina feita de maneira tradicional, fácil de estocar e barata de produzir.

Agora o ministro diz que o Butantan tem de fazer o registro e apresentar dados concretos de eficiência, para atrasar ao máximo a vacinação do grupo de 0 até 3 anos de vida. Fascista é assim: a cada morte, uma vitória para eles.

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Departamento de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente